terça-feira, 22 de junho de 2010

Placares enganosos antecedem definição da primeira fase da Copa



A segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo chegou ao fim com mais um encardido prélio entre números e razão. Assim como as estatísticas mentem, trapaceiam e se mostram altamente venais, os placares também podem ser tremendamente enganadores. O 7 a 0 de Portugal na Coreia do Norte, por exemplo, só se definiu como festa do caqui nos dez minutos finais. O jogo na Cidade do Cabo virou em 1 a 0 e, a bem da verdade, até os 29 do primeiro tempo, tinha um enredo amarrado como o do tedioso 2 a 1 da estreia brasileira.


O 2 a 0 da Espanha sobre a desencontrada seleção de Honduras é outro caso de Pinóquio numérico. Alguém pode até argumentar que o segundo gol de David Villa só entrou por causa do desvio na zaga. Mas o time treinado por Vicente del Bosque em nenhum momento deu ao adversário o direito de sonhar em sair do Ellis Park, em Joanesburgo, com algo diferente da derrota. Não seria o caso de mandar instalar um vídeo com o primeiro gol entre as obras modernas do Museu Rainha Sofia, em Madri, mas os dribles de Villa alimentaram a soberba da imprensa local. O jornal esportivo "Marca" o classificou como mais bonito da Copa, destacando "la croqueta" usada para passar no meio de dois rivais (confira no vídeo abaixo lances de Villa).

O novo reforço do Barcelona poderia ter deixado o gramado como maior artilheiro espanhol em todas as Copas, passando Butragueño, Raúl, Morientes e Hierro. Mas bateu um pênalti pra fora e perdeu pelo menos uma chance cara a cara. Fábregas desperdiçou outra, e Fernando Torres, grande esperança de gols da Fúria, parecia totalmente descalibrado. Foram detalhes demoníacos do futebol, o mais inexplicável dos esportes, que fizeram um país ibérico ganhar de sete e outro apenas por dois gols.


Mark Gonzalez comemoração Chile contra SuíçaMark Gonzalez: alívio pelo golzinho do Chile Foto AP)

No caso de Chile 1 x 0 Suíça, o resultado também não corresponde ao que foi o jogo. Mas aí talvez seja o caso de culpar a imperícia da turma treinada por Marcelo "Loco" Bielsa. Para isso as escorregadias estatísticas podem ajudar: nos dois jogos, os caras finalizaram 40 vezes e só estufaram as redes em duas oportunidades. A Espanha, perdulária na grande e na pequena área, é a maior "chutona" desta Copa: tentou 42 vezes, e também só fez dois golzinhos. O Brasil, em 38 sapatadas, marcou cinco. Gana, com número igual de tentativas, só comemorou duas vezes, em cobranças de pênalti.

Como o golzinho de Mark González só saiu aos 29 do segundo tempo, a Suíça conseguiu quebrar mais um recorde inútil: 551 minutos sem tomar gol em Mundiais. Não é nada, não é nada, é uma porcaria mesmo: em 2006, a seleção do Ferrolho foi eliminada nas oitavas feito viúva virgem. A recordista anterior, Itália, tinha ficado 550 minutos sem sofrer tentos entre 1986 e 1990 (quando fez campanhas inferiores às de 1982 - campeã - e 1994 - vice). Conclusão 'racional': esse negócio de não tomar gols provavelmente dá azar.

Outro não assunto baseado em cifras foi a quebra do jejum de Cristiano Ronaldo: 18 meses sem marcar pela seleção portuguesa, apontavam notinhas e reportagens. Mas sabe quantos jogos tinham sido? Onze, o que torna as coisas bem menos dramáticas, não? O português teve que esperar até os 42 minutos do segundo tempo do jogo contra a Coreia do Norte para poder fazer o dele. Já tinha acertado um belíssimo tirambaço na trave e visto companheiros menos talentosos comemorarem. Aí, depois de um erro grosseiro dos coreanos na saída de bola, deu uma trombada com o goleiro, perdeu a bola de vista e sentiu algo estranho rolando por sua nuca. Sem querer, tinha dominado a criança. Daí, foi só fazê-la descer ao solo e empurrar para a rede.

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