Na democracia maradoniana, todos falam: coletivas em ordem numérica

“Tenho 23 feras, que estão prontas para defender a camisa e entrar em campo a qualquer momento”, não cansa de dizer Diego Maradona. Na democracia da seleção argentina, o técnico promete dar espaço a todos. Um exemplo é divisão das entrevistas coletivas: os jogadores encaram os jornalistas em dupla, por ordem numérica. Sem privilégios. Nesta quarta, o ciclo foi completado com a presença de Javier Pastore, camisa 23, na sala de imprensa.
Terceiro goleiro de Maradona, Diego Pozo participou da mesa nesta quarta, em Pretória. Dono do número 1, o jogador do Colón concedeu sua segunda coletiva na África do Sul, apesar de algumas reclamações entre os repórteres presentes na tenda montada ao lado do centro de treinamento.
- Eles deveriam pular hoje... Terceiro goleiro? Bem que poderia aparecer o Demichelis, que é o camisa 2 – opinou um veterano jornalista, de Rosário, ao saber que Pozo se dirigia ao microfone com Pastore.
Martin Demichelis está escalado para dar a coletiva de quinta, ao lado de Clemente Rodriguez. Na sexta, a escala de jogadores terá uma pausa: nas vésperas de jogos, quem fala é o técnico. Mas uma mudança acontecerá na agenda de Maradona. Acostumado a fazer as entrevistas no Loftus Versfeld, o treinador terá que usar a sala da Cidade do Cabo, local do jogo com a Alemanha no sábado, pois o estádio de Pretória parou de ser usado pela Fifa após a classificação do Paraguai contra o Japão.
Além das coletivas, os jogadores só falam após as partidas, na chamada zona mista (um corredor no estádio em que os jornalistas podem abordar todos os atletas). A outra chance de Lionel Messi e Carlitos Tevez participarem de entrevistas novamente é com a Argentina classificada para a final de 11 de julho.
Pela ordem das entrevistas, os dois craques dos hermanos falarão juntos. Sem contar possíveis dias de folga, a data com a coletiva de Messi e Tevez seria 9 de julho, dois dias antes da decisão no Soccer City.
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