A Federação Francesa de Futebol (FFF) quer virar a página da crise dos Bleus após a eliminação precoce na Copa do Mundo. De acordo com o jornal “L’Eq

A possível interferência de políticos no futebol francês ligou o alerta da Fifa. Após a eliminação precoce na Copa do Mundo, a ministra do Esporte do país, Roselyne Bachelot, afirmou que a saída do presidente da Federação, Jean-Pierre Escalette, de seu cargo por conta própria era “inevitável”. No entanto, a intenção de forçar a atitude do dirigente seria errada, segundo o secretário-geral da entidade, Jerome Valcke.
- Ninguém pode exigir que uma pessoa renuncie. Queremos evitar uma situação difícil. Dei informações à equipe da ministra do Esporte sobre como o sistema funciona e acredito que tudo está correndo de forma correta. A FFF tem o respaldo da Fifa. Não estamos preocupados, mas estamos prestando atenção – afirmou Valcke.
O secretário-geral da Fifa, Jèromê Valcke, revelou neste sábado, em entrevista coletiva no Soccer City, em Joanesburgo, que entrou em contato com o gabinete da Ministra dos Esportes da França, Roselyne Bachelot, para alertá-lo sobre a interferência do governo na FFF (Federação Francesa de Futebol).
- Falei com o gabinete do Ministro dos Esportes para ter cuidado. Política não pode interferir no futebol. Eles podem discutir, conversar, mas não interferir. Estamos atento ao problema – disse o secretário-geral da Fifa.
Após a eliminação francesa na Copa do Mundo da África do Sul, somada às várias polêmicas internas que aconteceram durante o torneio, o governo francês exigiu medidas da FFF. O atacante Thierry Henry chegou a se reunir com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, na última quinta-feira para tentar resolver a crise. No dia anterior Sarkozy exigiu responsabilidades pelo desastre da França na Copa da África do Sul, deu ordem a seus ministros para que impeçam os jogadores de receber qualquer prêmio em dinheiro e anunciou um projeto de renovação do futebol no país. Ele se reuniu com o primeiro-ministro, François Fillon, com a ministra dos Esportes, Roselyne Bachelot, e com a secretária de Estado para Esportes, Rama Yade, para "fazer um balanço da infeliz participação da seleção francesa" no Mundial.
Ontem, a Assembleia francesa convocou a Ministra dos Esportes, Roselyne Bachelot, e o presidente da FFF, Jean-Pierre Escalettes para, na próxima semana, dar explicações sobre a crise do futebol francês.
A interferência política no futebol não é permitida pela Fifa. Em 2009, a entidade suspendeu a seleção e os clubes do Iraque de competições internacionais depois que considerou incompreensível a dissolução da Federação Iraquiana de Futebol pelo Comitê Olímpico do país.
Em 2008, uma ordem ministerial para que todos as federações esportivas não-olímpicas na Espanha realizassem eleições antes dos Jogos de Pequim quase tirou a seleção do país e seus clubes de competições internacionais.
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