Perto de recorde, Simon prepara livro sobre a sua história nas Copas



Se for escalado para mais um jogo nesta Copa do Mundo, o árbitro brasileiro Carlos Eugênio Simon, que já apitou duas vezes no Mundial da África do Sul, entrará para a história do torneio. Ele está a apenas uma partida de igualar o recorde do francês Joel Quiniou, que comandou oito partidas na competição. Enquanto não atinge a marca, o gaúcho prepara um livro sobre as suas três Copas - 2002, 2006 e 2010 - nas horas livres.
Jogador de futebol na juventude, o árbitro de 44 anos planeja a aposentadoria ainda para 2010. Ele não sabe se será depois da Copa do Mundo ou em dezembro. Para Carlos Eugênio, o trio de arbitragem brasileiro, que conta ele e os auxiliares Altemir Hausmann e Roberto Braatz, merece elogios na África do Sul.
- Fizemos dois grandes jogos (Estados Unidos 1 x 1 Inglaterra e Alemanha 1 x 0 Gana) e fomos elogiados. Tivemos atuação satisfatória e acho que estamos dignificando a arbitragem brasileira. Aproveito o meu tempo livre aqui para escrever um livro, contando sobre as três Copas que participei - disse o gaúcho.
Proibido pela Fifa de falar sobre os erros de outros árbitros no Mundial e sobre o possível uso de tecnologia, Simon disse que poderia dar entrevistas sobre vários outros assuntos. Sobrou até para a vida de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul.
- Acabei de ler o livro “Invictus”. Mandela é o presidente da humanidade.
Dois erros foram os mais comentados no encontro com os árbitros: o gol do inglês Lampard não assinalado pelo uruguaio Jorge Larrionda e o impedimento claro do argentino Tevez contra o México, não marcado pelo italiano Roberto Rosetti. Simon evitou críticas e elogiou os juízes escolhidos pela Fifa para o Mundial.
Aproveito o meu tempo livre aqui para escrever um livro"
Carlos E. Simon
- O grupo aqui é qualificado, experiente. O clima entre os árbitros é muito bom: no hotel, nos treinos... Na concentração há jogos e fazemos esporte - contou.
A exemplo de 2002, ele espera não ter chances de apitar final da Copa: assim, a seleção brasileira estaria na decisão. Bem perto do recorde, Simon se diz em sua melhor forma e pronto para entrar para a história.
- Estou com 71 kg, tenho 1,79m e 8% de percentual de gordura... Estou com um preparo extraordinário e me sinto bem - concluiu.
Após o treino dos juízes, que foi aberto para a imprensa nesta terça-feira, na cidade de Pretória, Simon ainda provocou os jornalistas, pois alguns participaram de uma atividade simulando a atuação dos auxiliares e erraram vários impedimentos.
- Vi que eles acertaram poucos (risos). Agora vão ter de falar menos.
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