Na busca pela artilharia, Villa desafia tabu histórico para a Espanha

Além de lutar pelo inédito título da Copa do Mundo, a Espanha tenta colocar fim a um jejum que perdura há longos 80 anos. A Fúria jamais teve um artilheiro em uma edição de Mundial. A principal aposta para findar esta escrita é David Villa. Com quatro gols, o atacante divide a artilharia com Gonzalo Higuaín, da Argentina, e Robert Vittek, da Eslováquia, que já deixou a competição.
Na estreia espanhola na África do Sul, o agora jogador do Barcelona passou em branco. A partir da segunda rodada do Grupo H, os gols começaram a sair. Villa deixou sua marca duas vezes na vitória por 2 a 0 sobre Honduras e fez um golaço de fora da área no 2 a 1 sobre o Chile, garantido o primeiro lugar da chave. Nas oitavas de final, o centroavante voltou a fazer mais uma vítima: 1 a 0 contra Portugal.
David Villa já conseguiu uma marca histórica. Com os quatro gols marcados até o momento, ele já é o maior artilheiro da seleção de seu país em Copas do Mundo. São sete bolas na rede, somando suas participações em 2006 e 2010. Butragueño, Hierro, Morientes e Raúl vêm logo em seguida, com cinco cada.
Com a classificação da Espanha às quartas de final, na qual enfrenta o Paraguai, David Villa terá a oportunidade de assumir a artilharia isolada da competição e, quem sabe, inserir a Fúria nesta nobre lista de países que já tiveram artilheiros na maior festa do futebol mundial.
Pentacampeão, o Brasil lidera o ranking, com três artilheiros. Três países já tiveram um representante em duas oportunidades: Alemanha, Argentina e Itália. Algumas nações tiveram o privilégio de ter o goleador máximo de uma edição apenas uma vez: França, em 1958, a Inglaterra, em 1986, e Portugal, em 1966.
Leônidas da Silva, Ademir de Menezes e Ronaldo foram os artilheiros da seleção brasileira em Copas. O primeiro brilhou na edição de 1938, quando o país terminou na terceira colocação. Ademir Menezes não deu chance aos concorrentes, marcando nove vezes na Copa de 1950. Entretanto, seus gols fizeram falta na decisão e o Uruguai acabou levando o título.
Em 2002, Ronaldo deu a prova derradeira de que estava recuperado da operação no joelho ao marcar oito gols e se consagrar como artilheiro do Mundial realizado no Japão e na Coreia do Sul. Em 1962, Vavá e Garrincha chegaram perto da marca, mas foram superados pelo iugoslavo Jerkovic, que terminou o Mundial do Chile com cinco gols. Em 1994, Romário também fez cinco gols, porém os artilheiros foram o russo Oleg Salenko e o búlgaro Hristo Stoichkov, com seis cada.
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