quarta-feira, 23 de junho de 2010

Inglaterra vai às oitavas, e Eslovênia perde a vaga no apito final do juiz



No gramado do Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, o árbitro alemão Wolfgang Stark apita o fim do jogo. A vitória da Inglaterra sobre a Eslovênia por 1 a 0, gol de Defoe, caía como uma luva para as duas seleções, que avançavam abraçadas para as oitavas de final. No exato momento em que o juiz apontava o centro do campo, o pé direito de um americano, a 940km dali, fez um estrago na festa. Em Pretória, Donovan marcou para os Estados Unidos aos 45 minutos do segundo tempo contra a Argélia. No apagar das luzes, ele colocou seu time na próxima fase como líder do grupo, derrubou os ingleses para o segundo lugar e mandou os eslovenos para casa.

A notícia do gol em Pretória demorou a chegar a Porto Elizabeth. Quando chegou, pegou todo mundo festejando, de joelhos no gramado, com abraços e sorrisos por todos os lados. Foi aí que os britânicos ficaram sabendo que vão enfrentar nas oitavas não o segundo, mas o primeiro colocado do grupo D, que sai da disputa entre Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana. A Eslovênia, que tinha o passaporte na mão até o último instante, deu fim à comemoração de forma abrupta e agora volta para casa na companhia dos argelinos.
Apesar de ter descido um degrau na reta final, a Inglaterra festeja não apenas a vaga assegurada, mas também sua primeira boa atuação na África do Sul. O English Team superou o início nervoso e mostrou boa atuação do trio de craques formado por Rooney (que enfim desencantou), Gerrard e Lampard. A equipe de Fabio Capello superou a pressão eslovena nos últimos minutos e, como manda o seu figurino, mostrou garra do início ao fim.

Rooney (à esquerda) finalmente jogou bem na
Copa da África do Sul (Foto: Getty Images)Supersticiosa, Inglaterra começa nervosa

Ao contrário do usual, a Inglaterra abandonou o calção branco do segundo uniforme e entrou toda de vermelho – segundo a imprensa inglesa, por causa de uma superstição. Nas duas únicas vezes que jogou assim em Copas, o time não perdeu: 0 a 0 com a Bulgária em 1962 (resultado que classificou o time às oitavas de final) e 3 a 1 sobre a Bélgica em 1970.

Com Defoe e Rooney na frente e sem Joe Cole – pedido de John Terry que acarretou em um fim de semana repleto de boatos – o English Team começou a partida um tanto nervoso. Tendo pela frente uma Eslovênia cheia de confiança e bem postada na defesa, o time de Fabio Capello não conseguia criar jogadas de ataque e ainda errava muitos passes.

O adversário, por sua vez, saía rápido no contra-ataque com Birsa, responsável pela primeira finalização da partida, aos sete minutos. O veterano David James, de 40 anos, segurou firme. Nas arquibancadas, porém, a Inglaterra dominava. Sem parar de cantar um instante sequer de cantar, a torcida da Terra da Rainha tentava incentivar a equipe e conseguia uma proeza para poucos na Copa do Mundo: abafar em alguns momentos as barulhentas vuvuzelas.

Torcida desperta a equipe

Sob os gritos de “England, England, England”, os comandados Capello arremataram pela primeira vez aos 15 em uma falta rasteira de Lampard, bem defendida pelo goleiro Handanovic. O lance acordou a Inglaterra, que criou mais duas oportunidades seguidas com Rooney. Na primeira, ele chutou com perigo. Na outra, desviou de cabeça um escanteio cobrado por Barry.

Empolgada, a seleção inglesa abriu o placar em uma jogada desenhada por dois reservas. Aos 23, o meia James Milner, que substituiu Aaron Lennon, fez cruzamento preciso pela direita para Defoe. O atacante do Tottenham se antecipou à zaga e chutou sem chances para Handanovic.

Três minutos depois, Lampard teve a chance de ampliar após rebote do arqueiro do Udinese, mas chutou por cima do gol vazio.

Tranquila no início do jogo, a Eslovênia acusou o golpe e viu a Inglaterra abusar de perder gols. Aos 29, em dois lances seguidos, Gerrard e Defoe só não ampliaram o marcador porque Handanovic fez duas sensacionais intervenções.

Ingleses mantêm o ritmo na etapa final

No segundo tempo, os britânicos voltaram com a mesma intensidade da etapa inicial. Antes do primeiro minuto, Defoe, após cobrança de escanteio, ficou muito próximo de anotar o seu segundo gol na partida. Aos quatro, após linda troca de passes entre Ashley Cole, Lampard e Rooney, o camisa 19 até balançou as redes. Mas o árbitro anulou o lance marcando – corretamente - impedimento na jogada.

O capitão Gerrard teve boa atuação na partida desta quarta-feira, em Porto Elizabeth (Foto: Getty Images)Soberana, a Inglaterra continuava construindo lances de emoção. Aos 11, o zagueiro Terry subiu mais alto que toda defesa adversária e testou em cima de Handanovic. Dois minutos depois, Rooney, que era ovacionado pela torcida pelo seu espírito de luta (para ele, não existe bola perdida), carimbou a trave eslovena.

Eslovênia ameaça, mas, dedicada, Inglaterra segura

Aos 22, a Eslovênia chegou com perigo pela primeira vez depois de muito tempo. Novakovic carimbou a zaga no primeiro lance. No rebote, Dedic chutou rente à trave de David James. A jogada, porém, mostrou a entrega da Inglaterra. Na tentativa desesperada de evitar o chute adversário, Terry mergulhou de cabeça na direção da bola. Nos últimos minutos, os eslovenos pressionaram, mas a zaga inglesa deu conta do recado e fez a torcida respirar aliviada.

Quando o ábitro alemão Wolfgang Stark apitou o fim do jogo, a Eslovênia não podia imaginar que, no mesmo momento, os EUA marcavam contra a Argélia em Pretória. Ajoelhados no campo, os ingleses festejavam a vaga, mas ainda não sabiam que cairiam para o segundo lugar do grupo. Para os eslovenos, a decepção foi ainda maior: a seleção está fora da Copa.

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