Nas quartas, Juan espera jogo aberto e estudado contra a Holanda


Na primeira fase da Copa do Mundo, a seleção brasileira enfrentou três retrancas. Logo de cara, contra a Coreia do Norte. Depois, diante de Costa do Marfim e Portugal. Nas oitavas de final, o primeiro time que foi para cima do Brasil, o Chile. Não por acaso, a vitória mais tranquila. Agora, contra a Holanda, nas quartas de final, sexta-feira, em Porto Elizabeth, a expectativa é por um jogo parecido.

Pelo menos por parte de Juan, um dos líderes do sistema defensivo da seleção brasileira. Segundo o jogador, o estilo de jogo dos holandeses é parecido com o do time de Dunga. E por isso o encaixe pode ser melhor.

- Eu acho bem difícil eles ficarem atrás, porque o estilo de jogo é mais ou menos igual ao nosso. E eles gostam de ir para o ataque. Naturalmente eles vão buscar o jogo – analisou o camisa 4 da seleção brasileira.

Autor do primeiro gol sobre o Chile, na última segunda-feira, Juan, por outro lado, acha que a partida será bastante estudada pelos dois times. Mas o objetivo do Brasil é sair na frente se possível logo no primeiro tempo.

- Será um jogo estudado, até preso no começo, acredito. Vamos tentar imprimir o nosso ritmo e fazer um gol no primeiro tempo, porque sabemos que quando estamos em vantagem conseguimos fazer uma boa partida – finalizou o zagueiro.

A partida entre Brasil e Holanda será na sexta-feira, às 11h de Brasília, em Porto Elizabeth. Quem passar dessa fase encara o vencedor do duelo entre Uruguai e Gana, que acontece também na sexta, na semifinal.
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Santos confirma propostas por Ganso e Neymar, mas diz 'não'


O Santos confirmou as propostas oficiais pelo meia Paulo Henrique Ganso e o atacante Neymar, mas adiantou através da imprensa que não aceitará nenhuma das duas. Os números oferecidos também foram confirmados pelo Alvinegro: 15 milhões de euros do Lyon, da França, por Ganso, e outros 15 milhões de euros do West Ham, da Inglaterra, por Neymar.

- Não respondemos formalmente aos clubes por questão de tempo, mas a nossa posição é absolutamente clara de não abrimos negociação para esses dois jogadores – disse o diretor de futebol Pedro Luiz Nunes Conceição.

A oferta dos franceses por Ganso chegou na manhã desta quarta-feira através do representante do clube francês Marcelo Djian. Além de não chegar perto da multa rescisória do atleta, de 50 milhões de euros, ela seria dividida em duas partes.

- A proposta foi de 15 milhões de euros, com um detalhe oito milhões de euros como parcela inicial e no máximo mais sete, dependendo da performance do jogador na Liga dos Campeões ou em uma possível convocação para a seleção brasileira – declarou o dirigente.

Já Neymar, que tem multa estipulada em 35 milhões de euros, recebeu oferta do West Ham, mas na verdade o clube de Londres seria apenas uma ponte para o também londrino só que muito mais poderoso Chelsea.

Apesar do Chelsea ser um sonho para muito dos atletas brasileiras, o diretor afirma que nenhum dos dois atletas manifestou o desejo em forçar a saída.

- A postura dos dois tem sido muito corretas nesse sentido e não é verdade que estão pressionando a diretoria para sair.
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Orgulhosos, Val Baiano e Correa são apresentados oficialmente por Zico


Antes de vestirem a camisa do Flamengo, Val Baiano e Correa foram apresentados ao grupo de jogadores. O batismo veio em forma de um animado corredor polonês. Logo depois da recepção "carinhosa", foi a vez de os dois darem entrevistas logo depois de Zico anunciá-los, em Itu. Sorridentes, os dois jogadores deixaram claro o orgulho de estarem defendendo o clube a partir de agora. E receberam elogios e recomendações do diretor-executivo.

- Que vocês sejam abençoados com essa camisa. Que você (Val Baiano), que já fez gol contra, agora faça a favor. E você (Correa), que já nos venceu algumas vezes, que ajude nas vitórias. Boa sorte – disse Zico rapidamente, antes de deixar o centro de treinamento.

Val Baiano, que garantiu ser rubro-negro desde criança por conta da sua família, assina até dezembro de 2011. Já Correa foi emprestado pelo Dynamo de Kiev até julho de 2011. A princípio, os dois só podem jogar em agosto. Mas como o volante estava no Atlético-MG, o clube tenta fazer com que a transferência seja configurada como nacional, o que liberaria o jogador para atuar em julho.

O atacante, de 29 anos, estava no Monterrey, do México, onde não foi aproveitado. Mesmo assim ele chegou confiante, apesar de deixar claro que não tem a mesma qualidade técnica de Adriano e Vagner Love.

- Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida. No futebol, jogador tem de jogar. Sem jogar não tem como render. Não entendi o motivo (de não ser aproveitado no México). A princípio, o treinador tinha pedido minha contratação. Mas cheguei lá e já tinham três atacantes com as mesmas características. Então, quando o Zico fez convite, eu já estava em processo de rescisão e abri mão de muita coisa para vir logo – disse Val Baiano, que fez questão de evitar comparações com os membros do Império do Amor.

- Aumenta a pressão a saída deles. Não vamos fazer comparação deles comigo. São dois jogadores de seleção, que poderiam disputar Copa do Mundo. Vou procurar dar o melhor de mim e aproveitar as oportunidades. Tenho 30 dias para trabalhar e buscar o meu espaço – disse o atacante.

Correa também enfatizou o discurso de estar feliz de chegar ao Flamengo. Principalmente sob o comando de Zico. Ele também explicou como costuma jogar, e quando poderá atuar pelo clube.

- Sei da grandeza do Flamengo e o que é vestir essa camisa. A responsabilidade é grande, mas o retorno também. É um privilégio em dobro ser apresentado no Flamengo pelo maior ídolo do clube e um dos maiores do nosso futebol. É bom chegar com respaldo dele nesse novo projeto e quero corresponder dentro de campo. Posso jogar como segundo volante, mais adiantado, mais recuado... O futebol moderno pede essa versatilidade – disse o volante, que depois explicou sua situação contratual.

- Quero voltar a treinar o mais rapidamente possível para estar logo à disposição. Já joguei quatro jogos no Brasileiro e terei pelo menos mais duas semanas de treino. Ainda não sei se poderei jogar em julho, mas já estão cuidando disso. Qualquer coisa só jogo em agosto mesmo – disse Correa, que também tem 29 anos.


Os dois reforços deixaram a entrevista coletiva e continuaram as avaliações físicas. Eles seguem trabalhando em Itu com a delegação rubro-negra até a próxima quarta-feira.
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Na busca pela artilharia, Villa desafia tabu histórico para a Espanha


Além de lutar pelo inédito título da Copa do Mundo, a Espanha tenta colocar fim a um jejum que perdura há longos 80 anos. A Fúria jamais teve um artilheiro em uma edição de Mundial. A principal aposta para findar esta escrita é David Villa. Com quatro gols, o atacante divide a artilharia com Gonzalo Higuaín, da Argentina, e Robert Vittek, da Eslováquia, que já deixou a competição.

Na estreia espanhola na África do Sul, o agora jogador do Barcelona passou em branco. A partir da segunda rodada do Grupo H, os gols começaram a sair. Villa deixou sua marca duas vezes na vitória por 2 a 0 sobre Honduras e fez um golaço de fora da área no 2 a 1 sobre o Chile, garantido o primeiro lugar da chave. Nas oitavas de final, o centroavante voltou a fazer mais uma vítima: 1 a 0 contra Portugal.

David Villa já conseguiu uma marca histórica. Com os quatro gols marcados até o momento, ele já é o maior artilheiro da seleção de seu país em Copas do Mundo. São sete bolas na rede, somando suas participações em 2006 e 2010. Butragueño, Hierro, Morientes e Raúl vêm logo em seguida, com cinco cada.

Com a classificação da Espanha às quartas de final, na qual enfrenta o Paraguai, David Villa terá a oportunidade de assumir a artilharia isolada da competição e, quem sabe, inserir a Fúria nesta nobre lista de países que já tiveram artilheiros na maior festa do futebol mundial.

Pentacampeão, o Brasil lidera o ranking, com três artilheiros. Três países já tiveram um representante em duas oportunidades: Alemanha, Argentina e Itália. Algumas nações tiveram o privilégio de ter o goleador máximo de uma edição apenas uma vez: França, em 1958, a Inglaterra, em 1986, e Portugal, em 1966.

Leônidas da Silva, Ademir de Menezes e Ronaldo foram os artilheiros da seleção brasileira em Copas. O primeiro brilhou na edição de 1938, quando o país terminou na terceira colocação. Ademir Menezes não deu chance aos concorrentes, marcando nove vezes na Copa de 1950. Entretanto, seus gols fizeram falta na decisão e o Uruguai acabou levando o título.

Em 2002, Ronaldo deu a prova derradeira de que estava recuperado da operação no joelho ao marcar oito gols e se consagrar como artilheiro do Mundial realizado no Japão e na Coreia do Sul. Em 1962, Vavá e Garrincha chegaram perto da marca, mas foram superados pelo iugoslavo Jerkovic, que terminou o Mundial do Chile com cinco gols. Em 1994, Romário também fez cinco gols, porém os artilheiros foram o russo Oleg Salenko e o búlgaro Hristo Stoichkov, com seis cada.
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Sneijder acalma polêmica e diz que não tem problemas com Van Persie


O meia holandês Wesley Sneijder declarou nesta quarta-feira que não tem nenhum problema com Robin van Persie, seu companheiro de seleção. O atacante teria feito um comentário depreciativo sobre o craque do Inter de Milão quando foi substituído no jogo contra a Eslováquia, na última segunda-feira, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Segundo um canal de televisão holandês, que fez leitura labial nas imagens de Van Persie deixando o campo, o jogador teria dito ao técnico da Holanda, Bert van Marwijk, que quem tinha que sair era Sneijder, e não ele. Posteriormente, o atacante do Arsenal se desculpou.

O técnico pediu aos dois jogadores para que se reunissem para resolver o assunto e se concentrarem no Brasil, adversário da Holanda na próxima sexta-feira, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabeth, pelas quartas de final.

– Robin me assegurou que não tinha dito essas palavras e não tenho nenhuma razão para duvidar dele. Não tenho nenhum problema com ele e nunca tive. Ele estava decepcionado por ser substituído, e isso é algo que é possível compreender, mas não acho que foi nada importante – declarou Sneijder, que marcou o segundo gol na vitória de 2 a 1 sobre a Eslováquia.

Sneijder ressaltou o ambiente de companheirismo que, segundo ele, reina na equipe holandesa.

– Vamos estar mais unidos do que nunca contra o Brasil – afirmou.
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Schweinsteiger admite que pode parar Lionel Messi... com faltas


O meia Bastian Schweinsteiger, da Alemanha, não teve papas na língua nesta quarta-feira. Além de criticar abertamente o estilo “marrento” dos argentinos, adversários do próximo sábado pelas quartas de final da Copa do Mundo, o jogador afirmou que é possível parar Lionel Messi... com faltas.

- É um jogador que controla muito a bola e é certo que, cedo ou tarde, se ele continuar com a bola, teremos de fazer alguma falta. Mas esse não é nosso estilo. Temos que fazer um esforço coletivo para pará-lo e espero que ele continue sem fazer gols nessa Copa do Mundo – ressaltou Schweinsteiger, referindo-se ao fato do craque argentino, apesar das boas atuações, ainda não não ter balançado as redes.

Questionado se beijaria Maradona caso o técnico viesse cumprimentá-lo (o beijo no rosto é uma saudação comum na Argentina), Schweinsteiger, sorriu, e respondeu:

- Não. Depois, se vencermos o jogo, poderemos cumprimentá-lo – brincou.

A feição do jogador só se fechou quando o assunto era o seu futuro profissional. Nas última semanas, a imprensa europeia tem especulado que ele pode trocar o Bayern de Munique por Real Madrid ou Chelsea.

- Sem comentários – disse.
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Na democracia maradoniana, todos falam: coletivas em ordem numérica


“Tenho 23 feras, que estão prontas para defender a camisa e entrar em campo a qualquer momento”, não cansa de dizer Diego Maradona. Na democracia da seleção argentina, o técnico promete dar espaço a todos. Um exemplo é divisão das entrevistas coletivas: os jogadores encaram os jornalistas em dupla, por ordem numérica. Sem privilégios. Nesta quarta, o ciclo foi completado com a presença de Javier Pastore, camisa 23, na sala de imprensa.

Terceiro goleiro de Maradona, Diego Pozo participou da mesa nesta quarta, em Pretória. Dono do número 1, o jogador do Colón concedeu sua segunda coletiva na África do Sul, apesar de algumas reclamações entre os repórteres presentes na tenda montada ao lado do centro de treinamento.

- Eles deveriam pular hoje... Terceiro goleiro? Bem que poderia aparecer o Demichelis, que é o camisa 2 – opinou um veterano jornalista, de Rosário, ao saber que Pozo se dirigia ao microfone com Pastore.

Martin Demichelis está escalado para dar a coletiva de quinta, ao lado de Clemente Rodriguez. Na sexta, a escala de jogadores terá uma pausa: nas vésperas de jogos, quem fala é o técnico. Mas uma mudança acontecerá na agenda de Maradona. Acostumado a fazer as entrevistas no Loftus Versfeld, o treinador terá que usar a sala da Cidade do Cabo, local do jogo com a Alemanha no sábado, pois o estádio de Pretória parou de ser usado pela Fifa após a classificação do Paraguai contra o Japão.

Além das coletivas, os jogadores só falam após as partidas, na chamada zona mista (um corredor no estádio em que os jornalistas podem abordar todos os atletas). A outra chance de Lionel Messi e Carlitos Tevez participarem de entrevistas novamente é com a Argentina classificada para a final de 11 de julho.

Pela ordem das entrevistas, os dois craques dos hermanos falarão juntos. Sem contar possíveis dias de folga, a data com a coletiva de Messi e Tevez seria 9 de julho, dois dias antes da decisão no Soccer City.
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Dezesseis anos depois, Mattheus mira o embala neném do neto de Bebeto


Alguns momentos de uma conquista de Copa do Mundo são tão marcantes que não se perdem nem com o passar dos anos. No tetracampeonato da seleção brasileira, por exemplo, um gesto carinhoso e espontâneo de Bebeto transformou-se em símbolo daquela campanha. No dia 9 de julho de 1994, Brasil e Holanda se enfrentaram pelas quartas de final do Mundial. Aos 18 minutos do segundo tempo no Cotton Bowl, em Dallas, nos Estados Unidos, o lateral-esquerdo Branco afastou a bola do campo de defesa e achou Bebeto na intermediária adversária. O camisa 7 ganhou do marcador na corrida, driblou o goleiro De Goey e empurrou para o fundo das redes. Feliz feito criança, o craque comemorou com o famoso “embala neném”, uma homenagem ao filho caçula Mattheus, que havia nascido dois dias antes (assista ao vídeo).

Quase dezesseis anos depois, Mattheus já perdeu as contas de quantas vezes assistiu à cena. “Milhões e milhões”, segundo ele. E sempre é especial. Nesta quarta-feira, o garoto recebeu a reportagem do GLOBOESPORTE.COM em casa, vestiu a camisa azul com o número de Bebeto e repetiu o gesto do pai.

30/06/2010 20h05 - Atualizado em 30/06/2010 21h02

Dezesseis anos depois, Mattheus mira o embala neném do neto de Bebeto
Filho do tetracampeão espera que a seleção repita a vitória sobre a Holanda que marcou seu nascimento em 1994 e avisa: 'Vou retribuir numa Copa'
Por Richard Souza
Rio de Janeiro

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Alguns momentos de uma conquista de Copa do Mundo são tão marcantes que não se perdem nem com o passar dos anos. No tetracampeonato da seleção brasileira, por exemplo, um gesto carinhoso e espontâneo de Bebeto transformou-se em símbolo daquela campanha. No dia 9 de julho de 1994, Brasil e Holanda se enfrentaram pelas quartas de final do Mundial. Aos 18 minutos do segundo tempo no Cotton Bowl, em Dallas, nos Estados Unidos, o lateral-esquerdo Branco afastou a bola do campo de defesa e achou Bebeto na intermediária adversária. O camisa 7 ganhou do marcador na corrida, driblou o goleiro De Goey e empurrou para o fundo das redes. Feliz feito criança, o craque comemorou com o famoso “embala neném”, uma homenagem ao filho caçula Mattheus, que havia nascido dois dias antes (assista ao vídeo).

Quase dezesseis anos depois, Mattheus já perdeu as contas de quantas vezes assistiu à cena. “Milhões e milhões”, segundo ele. E sempre é especial. Nesta quarta-feira, o garoto recebeu a reportagem do GLOBOESPORTE.COM em casa, vestiu a camisa azul com o número de Bebeto e repetiu o gesto do pai.


No campo de futebol que tem em casa, Mattheus veste a camisa azul com o número que foi de Bebeto e repete o gesto que virou marca do pai em 1994 (Foto: Richard Fausto / GLOBOESPORTE.COM)- Ele sempre fala que foi um gesto espontâneo, que não tinha programado. Vieram Romário e Mazinho e ele não entendeu nada (risos). Mas já que ele estava fazendo foi embora. Acho que por isso ficou marcado. O jogo inteiro eu nunca vi. Vi os melhores momentos. O Brasil abriu 2 a 0 numa partida que não era fácil e eles tornaram fácil. Mas eu acho que quando a Holanda fez o primeiro gol afunilou o jogo, eles começaram a ir para cima e fizeram o 2 a 2. Só que aí num lance de brilho do Branco ele acertou uma falta maravilhosa no único lugar que a bola poderia entrar. Um pai fazer um gesto daquele não tem coisa melhor para o filho. Ainda mais numa Copa do Mundo. Não tenho palavras. Quero retribuir esse gesto um dia – comentou

Mattheus é jogador das categorias de base do Flamengo e da seleção brasileira sub-16. É meio-campista e admirador do futebol de Kaká. O garoto gosta de comemorações diferentes, como as que Robinho, Ganso e Neymar fazem no Santos. Mas o gesto marcante do pai ele quer repetir na hora mais apropriada.

- Ainda não fiz. Vou retribuir, sim. Mas vou retribuir numa Copa do Mundo. Ele chora, a família toda pede, mas vou fazer numa Copa. Deixa guardado – avisou.

Os amigos de pelada não cansam de imitar Bebeto. Sempre que alguém tem a chance brinca com Mattheus. A comemoração também virou mania entre os jogadores profissionais. Não só no Brasil.

- Isso é normal (risos). Principalmente entre os amigos. Sempre tem um que quer mostrar. Acho legal. Vendo os jogos do Brasil e também de fora, todo pai que faz um gol para o filho faz o gesto. Sempre falo para o meu pai e ele acha bom. Não era para tomar essa proporção toda. Ele só queria fazer um gesto carinhoso, mas como o mundo todo assiste à Copa, ficou marcado – disse.

Nesta sexta-feira, Brasil e Holanda vão se reencontrar numa Copa do Mundo. O quarto duelo da história será em Porto Elizabeth, às 11h (de Brasília). Uma vaga na semifinal estará em jogo, assim como em 74, na Alemanha, quando a Laranja Mecânica venceu. Em 94, a seleção aproveitou a revanche. Quatro anos mais tarde, na França, novo confronto e vitória brasileira nos pênaltis, pelas semifinais.

- Em 98 eu cheguei a ir à Copa, mas não lembro de nada. Tinha quatro anos. Só lembro do que a minha mãe me fala. Vai ser a primeira vez que vou ter a oportunidade de ver esse jogo analisando as jogadas e as táticas dos times. Vou torcer para que o Brasil saia com a vitória. Gosto de assistir aos jogos do Brasil em casa, com os amigos, para analisar e ver os jogadores que eu gosto e me identifico. Para tentar repetir alguma jogada – afirmou.

Bebeto está na África do Sul. Foi contratado como comentarista de jogos do Brasil para uma emissora de televisão dos Emirados Árabes. Mattheus confia no time de Dunga, mas acredita que será um jogo tão difícil quanto os anteriores.

- Vai seguir a linha de sofrimento. A seleção da Holanda é muito boa, o grupo muito forte e todos os jogadores desequilibram. Mas estou bem confiante no trabalho do Dunga e do Jorginho. Apesar das críticas, que são normais no futebol, gosto bastante da seleção. Ela vem ganhando e não temos do que reclamar. Estou bem confiante para este jogo. Não há recordação melhor do que um jogo contra a Holanda numa Copa do Mundo. Tenho certeza de que o Brasil vai sair com o resultado positivo. A história não vai mudar e a vitória vai se repetir. Meu pai também está bem confiante pelo que demonstraram no último jogo (contra o Chile) – contou.
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Com Copa ameaçada por lesão, Elano reclama de impunidade


No instante em que Tioté, da Costa do Marfim, acertou Elano, no jogo da segunda rodada da Copa do Mundo, o brasileiro teve um misto de preocupação, revolta e alívio. Ele percebeu, naquele segundo, que o adversário estava disposto a machucá-lo, sentiu que estava diante de uma lesão e já imaginou que o problema poderia ter sido ainda pior. Nesta quarta-feira, o meio-campista deu entrevista coletiva para dizer que ainda tem esperanças de voltar a campo em uma Copa que parece estar encerrada para ele por causa do edema ósseo no tornozelo direito. E aproveitou para protestar contra a impunidade aos jogadores que distribuem pancadas no Mundial.

- Querem mudar a bola, colocar telão... Não sou de ficar reclamando, porque não estou descartado, tenho esperança de melhorar, mas no momento do lance, falei ao árbitro: “Você nem falta deu”. Porque se eu estivesse com a perna no chão, teria quebrado. Em seguida, ele (Tioté) fez uma falta no Robinho e poderia ter sido expulso. Estou com dor, querendo voltar, e não posso. Esse tipo de violência tem que ser revista – disse Elano.

O jogador pede mais rigor aos árbitros. Ele também reclamou das faltas de Pepe, da seleção portuguesa, em Felipe Melo.

- Temos jogadores dentro da nossa seleção com várias características, mas nunca vemos objetivo de maldade, de ferir um companheiro, ao contrário de alguns adversários. Dois exemplos: eu e Felipe Melo. A cada dia que passa, isso vem acontecendo, e os juízes não fazem nada, nem dão falta. O maior prejudicado sou eu. Sou eu que quero estar jogando, estar 100% - comentou Elano.

O jogador não tem data para voltar a jogar. Pode ser já na semana que vem, de acordo com o médico da seleção brasileira, José Luiz Runco, ou dentro de mais de um mês. São grandes as chances de Elano não jogar mais no Mundial de 2010.
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Gilberto Silva entra na seleção do Mundial, dominada por argentinos


Um dos destaques na África do Sul, a Argentina domina a seleção da Copa do Mundo pelas notas dadas pelo GLOBOESPORTE.COM. Os hermanos, que venceram todos os seus jogos até agora, contam com quatro representantes, dois deles com as maiores médias: Carlos Tevez, com 7,50, e Lionel Messi, com 7,13. O lateral-esquerdo Heinze e o volante Verón completam o quarteto argentino.

O Brasil tem dois representantes, ambos no setor defensivo. Lúcio é o principal zagueiro, com 6,88 de média. E Gilberto Silva é novidade na seleção da Copa, após seu bom desempenho contra o Chile. Foram considerados apenas os países que se classificaram para as oitavas de final e jogadores com participação em mais de 50% das partidas.

A Alemanha, que goleou a Inglaterra por 4 a 1 nas oitavas, também está bem representada. Phillip Lahm continua sendo o melhor lateral-direito da Copa. Thomas Müller está de volta, fazendo companhia a Özil no meio-campo - ambos com 6,88 de média. Joachim Löw, que armou um meio-campo rápido e mortal no contra-ataque, é o principal técnico.

O português Eduardo, que assumiu a liderança do ranking entre os goleiros após as boas defesas contra a Espanha, e o uruguaio Lugano completam a seleção da Copa até as oitavas de final.
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Jogo contra o Chile cria alternativa para o meio-campo da seleção


Uma das críticas mais ouvidas após a convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo foi a falta de um plano B para o meio-campo. Essa alternativa para o setor, no entanto, parece ter surgido na vitória por 3 a 0 sobre o Chile, na segunda-feira.

As entradas de Ramires pela esquerda e de Daniel Alves pela direita mudaram o desenho tático do meio-campo e deram mais movimentação ao time. Para a partida contra a Holanda, pelas quartas de final da Copa do Mundo, Dunga pode até manter o plano B, que garantiu uma vitória tranquila nas oitavas. Mas terá de mudar as peças, pois não poderá escalar Ramires, que cumprirá suspensão automática depois de levar o segundo cartão amarelo. Além disso, Elano também está descartado, o que deve significar a permanência de Daniel Alves no time.

No jogo contra Costa do Marfim, Dunga escalou um meio-campo com posicionamento parecido com o da seleção de 1994. Nele, Gilberto Silva e Felipe Melo ficam com a função de proteger a zaga, quase lado a lado, enquanto Elano (pela direita) e Kaká (pela esquerda) ficaram responsáveis pela criação. A formação foi montada para dar liberdade ao meia do Real Madrid, que usa muito as arrancadas, mas ainda recupera o ritmo de jogo aos poucos.

O esquema encontrou dificuldade para furar a retranca montada por Coreia do Norte e Portugal, sobretudo pela pouca mobilidade. Contra os portugueses, Kaká, suspenso, e Elano, machucado, foram substituídos por Julio Baptista e Daniel Alves, respectivamente, mas o esquema foi mantido. O mapa de calor dos meias (veja acima), exibido no site da Fifa, mostra como há mais áreas em vermelho, o que demonstra que os jogadores concentraram sua movimentação em determinados trechos do campo. Outra consequência foi Gilberto Silva ter ficado sobrecarregado: foi quem percorreu a maior distância contra Coreia do Norte e Costa do Marfim, e o segundo que mais correu contra Portugal. A seleção usou o esquema nos dois primeiros jogos e sofreu gols em ambos.

Contra o Chile, as contusões de Felipe Melo, Elano e do reserva Julio Baptista fizeram com que Dunga escalasse um meio-campo com estilo diferente. As entradas de Ramires, pela esquerda, e de Daniel Alves, pela direita, deram mais equilíbrio ao time. E mudaram o desenho tático, passando de um quadrado para um losango: Gilberto Silva ficou mais atrás, e Kaká, mais adiantado.

O esquema deixou a ligação entre defesa e ataque também nos pés de Daniel Alves e Ramires. E deixou Gilberto Silva menos sobrecarregado: ele percorreu uma distância menor do que Ramires e Daniel Alves contra o Chile. Coincidência ou não, teve o seu melhor desempenho nesta Copa do Mundo, de acordo com as notas dadas pelo GLOBOESPORTE.COM (veja tabela abaixo).
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Pendurados vão se policiar para não levar amarelo contra a Holanda


Quatro jogadores da seleção brasileira vão precisar se policiar na partida de sexta-feira, contra a Holanda, em Porto Elizabeth, pelas quartas de final da Copa do Mundo. O zagueiro Juan, o volante Felipe Melo, o apoiador Kaká e o atacante Luis Fabiano estão pendurados com um cartão amarelo. Caso sejam advertidos e o Brasil consiga a vaga nas semifinais do torneio, eles estarão fora da próxima fase do Mundial.

Luis Fabiano, por exemplo, vibrou por não ter sido advertido pelo árbitro inglês Howard Webb. O Fabuloso afirmou ainda que vai tomar redobrar os cuidados não levar o cartão.

- Eu estou pendurado, e não gostaria de ficar de fora em um momento tão importante da competição, mas em determinados momentos você esquece e vai firme na bola. Graças a Deus, não tomei cartão, não estou fora do próximo jogo. Mas ainda tem a próxima partida, que eu vou pendurado, mas com certeza não vou tomar - afirmou o Fabuloso.

Kaká usou um discurso semelhante ao do Fabuloso. O apoiador já levou dois amarelos e um vermelho no Mundial. Para ele, todo cuidado é pouco na reta final da Copa do Mundo.

- O cartão amarelo me preocupou mais. Uma segunda expulsão na Copa não seria legal. Acho que o árbitro foi até um pouco severo. Tenho que me cuidar - disse Kaká.

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O sobrenome, apesar de português até os bulbos capilares, causa risinhos entre alguns brasileiros por causa de algumas aproximações fonéticas indevid



Portugal e Espanha são rivais seculares. Dividem a península ibérica, aquele cantinho da Europa de onde navegadores dos dois países saíram, nos séculos XV e XVI, em busca de novas terras e riquezas para suas economias. A disputa por novos mundos e pela fronteira entre os dois países transformou o convívio numa rivalidade que é cultural, social, política e, claro, esportiva. No futebol, é como Brasil x Argentina, Real Madrid x Barcelona, Benfica x Porto. É por isso que o jogo desta terça-feira, na Cidade do Cabo, pelas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul, tem todos os ingredientes para ser tenso. Aliás, antes de começar, o jogo já é histórico. A TV Globo e o SporTV transmitem a partida ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM transmite e acompanha em Tempo Real todas as emoções do confronto. Trata-se do primeiro encontro dos dois rivais num Mundial. E numa fase de mata-mata. Por isso, é seguro afirmar que este é o jogo mais importante da história dessa rivalidade. E quem levar a melhor vai passar muito tempo tirando sarro do rival. Não dá para perder. A partida será disputada no estádio Green Point, às 15h30m, horário de Brasília (20h30m no horário local). Aliás, essa é a primeira vez que espanhóis e portugueses jogam fora do continente europeu.

As duas seleções chegam a este momento em alta. Ambas apresentam gerações de sucesso. Com a turma de Cristiano Ronaldo, Deco, Simão, Raul Meireles, entre outros, os lusitanos voltaram e despertar o temor dos adversários. Têm feito campanhas consistentes em Copas do Mundo (foi semifinalista em 2006) e Eurocopa (foi finalista em 2004). Ronaldo, eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo em 2008, é considerado o maior jogador português desde Eusébio, o Pantera Negra que brilhou nos anos 60.

Já a Fúria esbanja talento sobretudo no meio de campo: Xabi Alonso, Iniesta, Xavi. Na frente, dois goleadores: David Villa e Fernando Torres. Um time de respeito, que conquistou a Eurocopa em 2008 e desembarcou na África do Sul com banca de favorito ao título da Copa do Mundo.

No histórico, goleada espanhola
Carlos Queiroz treinador Portugal Queiroz, técnico de Portugal: nem aí para números
(Foto: Adilson Barros / GLOBOESPORTE.COM)

Apesar deste ser o primeiro encontro entre as duas equipes numa Copa do Mundo, elas já se cruzaram várias vezes em amistosos e jogo oficiais. Foram 32 confrontos no total, e a vantagem espanhola é gritante: 15 vitórias e 12 empates. Os lusitanos venceram apenas cinco vezes. Esta história tem 89 anos. O primeiro clássico foi disputado em 18 de dezembro de 1921 e a Fúria já começou bem: 3 a 1, em Madri.

O técnico Carlos Queiroz, de Portugal, dá de ombros para esses números.

- Estatísticas não servem para nada quando o jogo começa.

A última vez que os dois rivais ibéricos se encontraram foi há seis anos, na primeira fase da Eurocopa 2004, disputada em Portugal. O time da casa, jogando em Lisboa, venceu por 1 a 0.

Times prontos, mas escondidos

Tanto Carlos Queiroz quanto seu colega espanhol, Vicente Del Bosque, não querem dar munição ao rival. Por isso, mantêm as escalações de suas equipes em segredo. Pelo lado da Fúria, a dúvida é com relação ao estado físico do meia Xabi Alonso, que torceu o tornozelo na última sexta-feira, durante confronto contra o Chile, pela fase de grupos. O jogador do Real treinou nesta segunda, mas Del Bosque prefere esperar para confirmar a equipe.
Xabi Alonso Espanha coletivaXabi Alonso ainda é dúvida na seleção da Espanha
para o confronto (Foto: Getty Images)

- Xabi treinou, mas ainda preciso esperar para ver como ele vai amanhecer nesta terça, se a inflamação do tornozelo irá voltar ou não.

Pelo lado lusitano, a questão que só vai ser esclarecida momentos antes da partida se refere ao esquema tático da equipe. Queiroz pode mandar a campo um time com trio ofensivo (Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida - ou Liedson - e Simão) ou ainda tirar Simão para reforçar o meio de campo. Deco, que está recuperado de lesão nas costas, seria uma opção. Pelo discurso de Queiroz, Portugal deve ir para cima. Nesse caso, com uma formação mais ousada.

- Temos de pensar em ganhar do primeiro ao último minuto. Só uma coisa é certa num jogo como esse: ir para frente.
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ANTIMUSO DO DIA: Coentrão, de Portugal


O sobrenome, apesar de português até os bulbos capilares, causa risinhos entre alguns brasileiros por causa de algumas aproximações fonéticas indevidas. E a participação no jogo contra a seleção de Dunga foi boa, apesar do cartão amarelo. Mas o lateral-esquerdo do Benfica e do escrete português chegou a ofuscar hoje Cristiano Ronaldo em algumas redes sociais- por seus dotes físicos, sim, e também pelo que traz na cabeça. Um de seus apelidos confessos: Cabelo Massa

Aos 22 anos, Fabio Coentrão joga no Benfica e, para deceção de fãs no mundo inteiro, é
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Dez problemas que causaram o fracasso da Itália na África do Sul





A Itália chegou à África do Sul com um privilégio em relação às outras 31 seleções participantes da Copa do Mundo de 2010: o direito de ostentar na camisa o 'scudetto' de atual campeão. Mas a Squadra Azzurra deixou o continente africano nesta sexta-feira, viajando de volta para casa muito antes do que os italianos esperavam, amargando um desempenho sem precedentes na história do país tetracampeão mundial. Jamais a seleção italiana de futebol havia deixado um Mundial sem vencer um jogo sequer.

Muitos fatores contribuíram para a atuação decepcionante da Itália no Mundial 2010. Como a falta de talentos no futebol local, a má fase dos remanescentes do título de 2006, lesões de dois dos principais atletas e a falta de definição de um esquema tático claro pelo treinador Marcello Lippi. Conheça dez desses problemas:

Experientes em má fase
Fabio Cannavaro derrota Itália Aos 37 anos, Cannavaro teve atuações
decepcionantes na Copa 2010 (Foto: EFE)

Buffon, Cannavaro, Camoranesi e Iaquinta participaram da pior campanha do Juventus em toda a história do Campeonato Italiano. A Velha Senhora terminou a temporada 2009/2010 na sétima posição. Zambrotta, Gattuso e Pirlo, apesar de o Milan ter conseguido a vaga na Liga dos Campeões, com o terceiro lugar no Calcio, também fizeram uma temporada abaixo das expectativas. E Marcello Lippi manteve todos como titulares. Gattuso, Camoranesi e Pirlo somente não iniciaram o Mundial porque se recuperavam de lesões.

Elenco sem opções

Na lista preparada por Lippi, faltava talento. Se em 2006, o treinador podia recorrer a Totti e Del Piero, quatro anos depois só restou Pirlo como fonte de habilidade para a Azzurra.

Esquecidos
Balotelli jogo Inter de Milão Apesar dos pedidos da imprensa, Balotelli (foto) foi
considerado imaturo por Lippi (Foto: Getty Images)

Além de ser criticado por grande parte da imprensa por insistir com veteranos em má fase, Marcello Lippi entrou em uma 'guerra' não declarada com os jornalistas da Velha Bota por conta dos atacantes Antonio Cassano e Mario Balotelli. O primeiro, mesmo sendo um jogador problemático, fez uma excelente temporada no Sampdoria, formando uma bela dupla ofensiva com Pazzini - este convocado. No entanto, o treinador alegava que Cassado havia disputado duas Eurocopas (2004 e 2008) e jogado mal em ambas. O segundo, com 19 anos, na visão do treinador ainda era inexperiente para jogar um Mundial. Totti também foi um nome pedido por muitos torcedores e jornalistas.

Entressafra

Após a derrota para a Eslováquia, Buffon reconheceu que "as alternativas (de jogadores habilidosos) eram muito pequenas". Um fato a favor de Lippi: o treinador não tinha a seu dispor muitos opções de atletas com técnica apurada para convocar.

Excesso de estrangeiros nos clubes

Uma causa provável dessa carência é o grande números atletas estrangeiros nos principais clubes do país, reduzindo o espaço dos jovens nascidos no país. Campeão europeu, italiano e da Copa da Itália, o Internazionale não contava com um 'nativo' sequer como titular absoluto da equipe.

Buffon
Buffon goleiro ItáliaBuffon sentiu dores nas costas antes do jogo contar
o Paraguai. E só jogou um tempo na Copa (AFP)

Um dos pilares da equipe, Buffon, uma unanimidade na Itália, sentiu fortes dores nas costas ainda no aquecimento para o jogo de estreia (contra o Paraguai) e somente conseguir atuar por um tempo na Copa. A ausência do campeão mundial em 2006 contribuiu para reduzir a confiança e aumentar a tensão da equipe.

Pirlo

A lesão na panturrilha sofrida pelo atleta do Milan antes do Mundial foi fatal para a Azzura. Sem um substituto à altura, Pirlo chegou à África do Sul sem condições de jogo. E somente entrou em campo no segundo tempo da partida contra a Eslováquia. E fora das condições físicas ideais, pouco pôde fazer para ajudar a equipe.

Ataque inoperante
Di Natale Iaquinta lamento ItáliaIaquinta (9) e Di Natale decepcionaram
na África do Sul (Foto: EFE)

Com Cassano e Ballotelli de férias, quase todos os atacantes convocados por Lippi não foram bem no Mundial. Titulares nos dois primeiros jogos, Gilardino e Iaquinta tiveram atuações decepcionantes. Pepe e Di Natale também não foram bem. A exceção foi Quagliarella, que melhorou o desempenho da equipe quando entrou em campo contra a Eslováquia. Poderia ter sido mais aproveitado pelo treinador.

Esquema indefinido

Nos três jogos realizados na África do Sul, Marcello Lippi experimentou três formações táticas distintas. Primeiro, apostou no 4-2-3-1. Depois, o tradicional 4-4-2. Por fim, tentou ser mais ofensivo com o 4-3-3. Tudo em vão. A equipe empatou com Paraguai e com a Nova Zelândia. E perdeu para a Eslováquia, resultado que decretou a eliminação do país.

Jovens decepcionam

Se foi criticado por apostar em muitos atletas veteranos, Marcello Lippi também sofreu com o desempenho abaixo do esperado de jogadores mais jovens. Criscito, Montolivo, Marchisio e Pepe tiveram oportunidades no Mundial e não corresponderam.
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Uma loja de material esportivo de Joanesburgo, na África do Sul, decidiu reduzir em 50% o valor do agasalho da Itália depois que a Azzurra foi elimina


Ah, Itália, que Copa do Mundo para se esquecer.... Não bastasse a eliminação melancólica da Squadra Azzurra na semana que passou, ainda na fase de grupos, os representantes do país da bota que permaneceram na África do Sul sofreram e causaram vergonha ao futebol local neste domingo. Os dois relacionados com erros de arbitragem: o bandeirinha Stefano Ayroldi e o técnico Fabio Capello. Um ativo, o outro passivo, respectivamente.

Comecemos pelo árbitro assistente, que trabalhou (mal) no duelo das oitavas de final entre México e Argentina. A partida seguia equilibrada, porém os mexicanos ameado mais com uma bomba de Romero no travessão e um arremate perigosíssimo de Guardado. Eis que aos 26 minutos, Tevez abriu o placar para os hermanos, de cabeça, à frente de dois oponentes. Os jogadores do México já levavam a bola para dar a saída do meio-campo quando o telão do estádio Soccer City escancarou o impedimento do argentino. O senhor Ayroldi foi cercado pelos cabrones e o árbitro Roberto Rosetti teve que socorrê-lo. Após uma rápida e nervosa troca de impressões e pressões de ambos os lados o gol que abriu caminho para a vitória por 3 a 1 foi confirmado (assista ao vídeo).

- Esse gol foi a chave do jogo. Não contávamos com um gol tão cedo, ainda mais do jeito que foi – lamentou o lateral Salcido.
Roberto Rosetti e Stefano Ayroldi Rosetti para Ayroldi: 'E aí, amici, que roubada! O que
é que a gente faz, hein?' (Foto: EFE)

Na ótica maradoniana, se os italianos erraram a favor dos argentinos, eles também se omitiram ao não expulsar Torrado:

- Se ele recebesse cartão vermelho seria absolutamente natural. Eles iam na perna, em vez de procurarem a bola. O que fazem com Messi é escandaloso, sequer vão na bola. Me preocupo muito mais que machuquem o Messi do que com um bandeirinha que se equivoque num impedimento - comparou Maradona.

Ayroldi é dado a polêmicas. Em abril deste ano, na partida entre Fiorentina x Inter, ele teria festejado o empate por 2 a 2 cerrando os punhos e gritando. Com o resultado, a equipe milanesa acabou perdendo a liderança do Campeonato Italiano para o Roma – posição que seria recuperada pelo futuro campeão. José Mourinho, então treinador do Inter, pediu explicações. De acordo com a Associação de Futebol tratou-se apenas de um inocente gesto de satisfação dos árbitros celebrando um jogo que havia ocorrido sem problemas. Ah, bom!

O fato é que, assim como a seleção, o trio de arbitragem italiano deverá voltar para casa mais cedo após a vergonhosa atuação.

Quem volta com certeza é Fabio Capello. O italiano sentiu na pele o carma da Inglaterra em Copas do Mundo, o de ser eliminado sempre por um fator externo. A bomba de Lampard que explodiu no travessão e quicou dentro do gol do alemão Neuer foi ignorada pelo árbitro uruguaio Jorge Larrionda e seu assistente Mauricio Espinosa. Corriam 38 minutos de jogo e os ingleses perdiam por 2 a 1. No segundo tempo levaram mais dois gols. Era a vingança de 66. Com seu inglês macarrônico, Capello clamou por tecnologia no futebol.

- Foi o momento mais importante do jogo. Onde está a tecnologia? Vira e mexe estamos falando sobre gols que aconteceram ou não. São pequenas coisas que decidem um resultado.

A Fifa tirou o corpo fora e em um comunicado disse que "não faz comentários sobre as decisões dos árbitros em campo". Ao menos, a partir de agora, não haverá mais perigo para vergonha ou sofrimento italiano na Copa da África do Sul.
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Após eliminação, agasalho da Itália entra em promoção na África


Uma loja de material esportivo de Joanesburgo, na África do Sul, decidiu reduzir em 50% o valor do agasalho da Itália depois que a Azzurra foi eliminada precocemente da Copa do Mundo. Atual campeã, a seleção italiana ficou em último lugar no grupo F e deu adeus na primeira fase. E, claro, a procura dos produtos por parte dos torcedores diminuiu muito... (Foto: Roberto Hallal)
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Cesare Prandelli estreia dia 10 de agosto no comando da Azzurra


Na próxima quinta-feira, dia 1 de julho, o novo técnico da seleção será oficialmente apresentado à imprensa, no Estádio Olímpico de Roma, às 15h (horário local). Cesare Prandelli assume a Squadra Azzurra no lugar de Marcello Lippi, que apesar de campeão do mundo em 2006, fracassou na tentativa de buscar o pentacampeonato, na África do Sul. A Itália foi precocemente eliminada ainda na fase de grupos, após empates em 1 a 1 com Paraguai e Nova Zelândia, e uma derrota por 3 a 2 para a Eslováquia.

Um amistoso está marcado para o dia 10 de agosto, no Craven Cottage Stadium, campo do Fulham, em Londres. No entanto, o adversário ainda não está confirmado. A Federação Italiana negocia com a Costa do Marfim, Egito e Uruguai. Inicialmente o jogo seria no dia 11 do mesmo mês, porém a data já estava programada para um amistoso da Inglaterra, que também decepcionou na Copa do Mundo.
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Goleiro ganês convoca vuvuzelas para a partida contra o Uruguai


Os ganeses têm ouvido há mais de uma semana que contam com a torcida de todo o continente africano por eles na Copa do Mundo. Mas o goleiro Richard Kingson quer ver este apoio de perto no Soccer City, em Joanesburgo, sexta-feira, na partida das quartas de final contra o Uruguai. De preferência, com bastante barulho.

- Eu li que alguns times estavam reclamando do barulho das vuvuzelas. Tomara que isso atrapalhe o Uruguai também. Espero que os torcedores lotem o estádio para nos apoiar. Não estamos apenas jogando por nosso país. Estamos representando a África. Eu acredito, pela minha fé, que nós vamos ganhar - afirmou.

Kingson disse que os ganeses sentem-se confortáveis atuando como azarões e que não fazem questão de mudar esta história contra os uruguaios.

- Não costumamos jogar como favoritos. Se as pessoas não nos veem como tal, não há problema. Sabemos que não será fácil na sexta-feira, mas estamos bem preparados e trabalhando duro para alcançar a vitória. Tomara que não tenhamos nenhum jogador lesionado. Se tivermos força total, tenho confiança de que vamos vencer.

Um dos destaques da seleção ganesa na Copa, Richard Kingson foi dispensado pelo Wigan, da Premier League, e ainda não tem clube para a próxima temporada. O goleiro, porém, garantiu não estar preocupado com isso.

- Estou tranquilo, concentrado no Mundial e nas ambições que tenho aqui. Espero apenas que, quando a Copa terminar, algum time apareça para me contratar.
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Uruguaios querem ver o sofrimento do passado virar orgulho na África




A campanha do Uruguai na Copa do Mundo da África do Sul vem deixando o país em festa. Mas antes de o caminho até as quartas de final começar a ser traçado em campos sul-africanos, a Celeste penou. Derrotada pela Argentina em pleno Centenário na última rodada das eliminatórias sul-americanas, a equipe de Oscar Tabárez precisou disputar a repescagem com a Costa Rica. Etapa sofrida, que os jogadores uruguaios querem converter em sucesso para coroar a bela campanha que o time vem realizando na Copa.

- Temos uma grande história futebolística, mas na realidade andamos sofrendo muito quando o assunto é futebol. Não estivemos no Mundial passado, nos classificamos como últimos para esta Copa. Mas esta seleção está fazendo um bom trabalho e esta é a hora de aproveitar isso e deixar nosso povo orgulhoso – disse o atacante Cavani, que se emocionou com as imagens que viu da festa pelas ruas uruguaias.
cavani, uruguaiCavani ficou emocionado com imagens do seu
país em festa (Foto: João Paulo Garschagen)

- Vi imagens do Uruguai, da minha cidade, todos felizes e contentes com o que a nossa seleção está fazendo. É lindo saber que o país inteiro está nos acompanhando, estão todos na expectativa do que podemos conseguir aqui e me parece todos estão muito contentes – disse o jogador, nascido na cidade de Salto.

Para o meia Alvaro Pereira, o bom desempenho da Celeste está ligado ao trabalho de longo prazo que vem sendo realizado pela Associação Uruguaia de Futebol, que contratou Oscar Tabárez como técnico em 2006 e lhe deu a missão de reformular o futebol uruguaio.

- As eliminatórias sul-americanas são muito complicadas, é preciso ser realista, e agora estamos na Copa como protagonistas. Isso é fruto de quatro anos de trabalho que se foram muito bem feitos. Quando as coisas vão bem, colhem-se os louros – avaliou o meia Alvaro Pereira.

Apesar da bela campanha do Uruguai na Copa, o jogador do Porto quer que o time,

- Não podemos ser ansiosos. Vamos ficar tranquilos e seguir em frente. Sabemos que o time de Gana tem jogadores importantes, mas tomamos lições sobre eles. De qualquer forma, temos que pensamos mais em nós do que neles. Assim vem sendo feito o trabalho e vamos seguir assim, trabalhando da melhor maneira – analisou o meia.

Uruguai e Gana jogam sexta-feira, às 20h30, no estádio Soccer City, em Joanesburgo. O GLOBOESPORTE.COM, a TV Globo e o Sportv vão transmitir a partida ao vivo.
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Em Santiago, torcedores se dividem entre torcer por Brasil ou Argentina



Com o Chile eliminado da Copa do Mundo da África do Sul, a maioria dos chilenos elege uma equipe para seguir torcendo até a final do torneio. E os vermelhos estão indecisos. Os jovens preferem acompanhar a Argentina de Maradona, por se encantarem com Messi. Os mais velhos já têm uma seleção preferida: a brasileira. Sim, a mesma que aplicou uma vitória por 3 a 0 no Chile na última segunda-feira, pelas oitavas de final do Mundial.

- Agora vou torcer pelo Brasil. Primeiro que tem o melhor futebol, e segundo porque simplesmente não gosto da Argentina - ressaltou Nicolás, de 32 anos, acompanhado por outros chilenos que não simpatizam com o time de Maradona, por considerarem "arrogante".

Os jovens querem ver Messi e Tevez campeões. São fãs do renovado plantel azul e branco, e ainda se alimentam da mágoa de terem sido eliminados pelos brasileiros.

- A Argentina tem que ganhar do Brasil na final para nos vingar - resumiu o chateado Rodrigo, de 11 anos, que deixou o Paseo Ahumada cabisbaixo e certo de que o time brasileiro era o maior inimigo dos chilenos.
torcedore triste, brasil x chileChupete sofre com eliminação do Chile
(Foto: Carolina Elustondo Globoesporte.com)

Chupete, considerado um "torcedor profissional" pelos chilenos, incentivou a massa durante toda a partida. Com a vitória brasileira decretada, ele ainda encontrou forças para gritar mais pelo Chile, mas depois se entregou ao sofrimento. Foi consolado pelos amigos e não quis eleger um novo time para apoiar até o final do Mundial.

- Só torço pelo Chile. Que o melhor seja o campeão - respondeu Chupete.

Daniel Matamala, jornalista e autor do livro "1962 - o mito do Mundial chileno", confessa que gosta mais da forma de jogar da Argentina. Mas acha que uma possível final entre argentinos e brasileiros seria um grande presente para os amantes do futebol, independentemente do resultado.

- O time que mais gostei de ver jogar até agora foi a Argentina, que terá contra a Alemanha a primeira grande prova desta Copa. Se superar o time alemão, merecerá estar na final. Do outro lado há o Brasil como um grande candidato ao título. Se a equipe não dá espetáculo como as anteriores, em contrapartida é muito sólida e forte. Mas a Holanda está com um grande time e pode complicar a vida dos brasileiros. Se Brasil e Argentina fizessem a final seria um sonho para todos ver esse grande clássico em uma decisão de um Mundial - destacou o jornalista.

Sobre o desempenho do Chile nesta Copa, Matamala disse que a seleção encheu o país de orgulho por não se acovardar em campo. E elogiou o trabalho de Marcelo Bielsa, esperando que este permaneça no cargo de treinador.

- Estamos um pouco tristes, mas temos um grande orgulho e satisfação não só por termos chegado às oitavas, mas pela forma como o time jogou, sempre se colocando no ataque, tentando vencer. Em um Mundial com equipes defensivas, o Chile se destacou por ser ofensivo. O trabalho metódico também é motivo de aplausos. Não temos estrelas como Kaká, Robinho e Luís Fabiano, mas o trabalho foi muito bem feito, e espero que siga assim, até porque o plantel é jovem e tem condições de chegar bem em 2014.
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Na última vez que foi eliminado, Uruguai caiu para africanos em 2002


Depois de passar pela Coreia do Sul e garantir uma vaga nas quartas de final, o Uruguai tem um novo desafio pela frente, na próxima sexta-feira, às 15h30m, no Soccer City, em Joanesburgo. Para alcançar as semifinais na Copa e repetir a campanha de 1970, a melhor nos últimos 60 anos, a Celeste tem pela frente a seleção de Gana, a única representante do continente africano que segue na disputa.

A vitória sobre a anfitriã África do Sul por 3 a 0 na primeira fase mostrou que os uruguaios não se intimidam em jogar contra a torcida africana. Mas antes de derrotarem os Bafana Bafana, os uruguaios tinham más recordações de times africanos. Na primeira vez que enfrentou uma seleção do continente em uma Copa do Mundo, a equipe sul-americana empatou em 3 a 3 com o Senegal no Mundial de 2002 (assista aos melhores momentos), na Coreia do Sul. Na ocasião, foram os senegaleses que se beneficiaram com a igualdade e avançaram às oitavas de final. Como o Uruguai não se classificou para a Copa de 2006, este havia sido o último jogo da seleção em Mundiais antes do início da competição na África do Sul.

No dia 11 de junho de 2002, na cidade sul-coreana de Suwon, dois jogadores da atual seleção uruguaia disputaram a partida: os atacantes Diego Forlán e Sebastián "Loco" Abreu. Depois de uma derrota para a Dinamarca e um empate com a França pelo Grupo A, o Uruguai precisava superar o time sensação do Mundial, o Senegal, que havia batido a campeã mundial França na estreia e empatado com os dinamarqueses na sequência.

Golaço de Forlán e reação celeste
Diego Forlán jogo Uruguai 2002Apesar do golaço, Forlán leva a camisa ao rosto
pela queda uruguaia em 2002 (Foto: Getty Images)

Mas, apesar da eliminação, o Uruguai pode se inspirar em alguns aspectos daquela partida para o confronto contra Gana. Entre os 20 e os 38 minutos da etapa inicial, o Senegal fez três gols, com Fadiga e Papa Boup Diop (2) e anunciou uma goleada sobre os bicampeões mundiais. Mas na etapa final o Uruguai reagiu com gols de Morales, Forlán e Recoba (de pênalti), e ficou a um gol de uma virada e uma classificação que seriam históricas.

Aliás, o gol de Forlán, que na época tinha 23 anos, foi uma belíssima jogada. Aos 24 minutos do segundo tempo, após um rebote da zaga de Senegal, o atacante dominou no peito da entrada da área e bateu de primeira sem deixar cair a bola, que encobriu o goleiro e foi no ângulo, no segundo gol uruguaio na partida.
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Gêmeo holandês dos anos 90 ataca de espião e assiste à vitória brasileira





29/06/2010 08h44 - Atualizado em 29/06/2010 08h45
Gêmeo holandês dos anos 90 ataca de espião e assiste à vitória brasileira
Comentarista de uma rede de televisão, Ronald de Boer passa informações em tempo real para o irmão de Frank, auxilar da seleção laranja

Por Márcio Iannacca, Thiago Correia e Thiago Lavinas Direto de Joanesburgo, África do Sul
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Em meio aos chilenos e brasileiros que lotaram o Ellis Park, em Joanesburgo, para acompanhar a partida entre as duas seleções, um holandês tentava ser discreto. Ronald de Boer, astro do Ajax e atacante da Holanda nas Copas de 94 e 98, até tentou passar despercebido, mas assim que o árbitro apitou o fim do primeiro tempo foi abordado por alguns fãs. O jogador é irmão gêmeo de Frank de Boer, auxiliar técnico da seleção holandesa, adversária do Brasil nas quartas de final do Mundial, na próxima sexta-feira, em Porto Elizabeth. E a presença dele nas arquibancadas não era mera coincidência.
lém de atuar como comentarista da TV Al Jazira, Ronald de Boer aproveitou a ocasião para dar uma de "espião" e transmitiu algumas informações sobre a atuação do Brasil para seu irmão.

- Não sou espião, sou "mais ou menos" espião. Trabalho para a TV Al Jazira, mas estou passando algumas informações para o meu irmão - disse o ex-atacante.
Ronald de Boer espião Ellis ParkRonald de Boer ainda tirou fotos com alguns fãs
(Foto: Thiago Ribeiro / GLOBOESPORTE.COM)

As informações eram transmitidas em tempo real. Com um aparelho celular, ele se comunicava com Frank de Boer por mensagens de texto. Pela expressão de poucos amigos após os gols de Juan e Luis Fabiano, ainda no primeiro tempo, as notícias não eram das mais animadoras. Entretanto, o craque não quis falar muito sobre a atuação da seleção brasileira, mas admitiu que gostaria de ver um novo embate entre Brasil e Holanda na Copa do Mundo, algo que não acontece desde o empate por 1 a 1, pela semifinal do mundial de 1998, que culminou na eliminação da laranja após decisão por pênaltis.

- Não tenho preferência por adversário, mas uma repetição de Brasil e Holanda seria ótimo. O Brasil não deixa o adversário jogar, e é de uma qualidade preocupante. Vamos ter um pouco de trabalho, mas a Holanda pode ganhar - admitiu.

Ronald deixou a arquibancada do Ellis Park aos 32 minutos do segundo tempo, e não teve tempo de ver o gol de Robinho, que deu números finais à vitória brasileira por 3 a 0 sobre o Chile. Brasil e Holanda entram em campo na próxima sexta-feira, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabeth.

Na Copa de 94, Ronald enfrentou Dunga na derrota por 3 a 2 da Holanda para a seleção brasileira, nas quartas de final. Naquele ano, o Brasil levantou o tetracampeonato. Quatro anos depois, os dois irmãos entraram em campo diante do time canarinho e encararam novamente o atual treinador do time verde e amarelo. Desta vez, empate no tempo normal por 1 a 1, e derrota holandesa nos pênaltis por 4 a 2.

- Em 94, a seleção brasileira tinha jogadores mais habilidosos. Era um futebol mais bonito. Mas atual seleção tem muita qualidade. É um outro tempo e não temos como comparar. A partida de 98 foi a última que eu estive em campo contra o Brasil - afirmou Ronald De Boer.
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Asamoah Gyan: 'Vamos jogar sem pressão. Não temos nada a perder'


Não há um dia sequer em que alguém não os lembre de que eles são a esperança do continente africano. Uma responsabilidade que a seleção de Gana não pediu para ter, mas que o atacante Asamoah Gyan afirmou não os incomodar em nada. Como fazem desde o primeiro dia na África do Sul, os jogadores ganeses rezam, dançam e se divertem juntos. Se forem embora na sexta-feira, após a partida contra o Uruguai, Gyan garantiu que será com a sensação de dever cumprido. Mas ele disse que a equipe ainda planeja ficar mais algum tempo na Copa do Mundo.

- Não sentimos pressão alguma. Estamos relaxados. Quase ninguém acreditava que chegaríamos até aqui. Se perdermos, será um resultado normal. Se ganharmos, será algo realmente grande para nós. Por isso digo que não há pressão. Estamos muito confiantes - disse Gyan. Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, após o treinamento desta segunda-feira, no pequeno estádio de Mogwase, a cerca de 70 km de Rustemburgo, Asamoah Gyan falou sobre as chances da equipe, o apoio dos torcedores africanos, as coreografias das comemorações de gol e a decisão ganesa de hospedar-se num hotel sem o isolamento das outras seleções.

Até onde Gana pode chegar?
Não gosto de fazer previsões, mas acho que já mostramos que temos condições de ir mais longe. Nós acreditamos que é possível. Não temos nada a perder.

O quanto a torcida dos outros africanos por Gana realmente faz diferença?
É importante para nós sentir isso. Os países da África estão apoiando a nossa equipe e estarão ao nosso lado. Mas o principal é seguirmos o nosso plano de jogo e mantermos a tranquilidade para buscar o resultado. Procuramos relaxar e não ficar pensando no jogo. Durante a semana, nós cantamos, dançamos e nos enchemos de moral. Quando entramos no campo, estamos prontos para dar o nosso melhor e vencer a partida.

Vocês ensaiam aquelas danças das comemorações?
Às vezes, sim. Quando alguém aparece com alguma dança nova que achamos interessante, nós praticamos juntos e planejamos como fazer dentro de campo. No caminho para o estádio, vamos cantando uma música gospel de Gana. É uma maneira de nos fecharmos e nos concentrarmos.

A seleção ganesa está hospedada num hotel que fica dentro de um cassino, enquanto a maioria das equipes se isola em concentrações. O sucesso de vocês é a prova de que isso não faz diferença em campo?
Este é o jeito dos ganeses. É assim que funciona para nós. Nós sabemos de onde viemos e é assim que fomos criados. Para nós, é normal. Se as pessoas quiserem falar conosco, não há problema. Para mim, todos os seres humanos são iguais. Não nos diferenciamos de ninguém. Não importa se você é negro ou branco, somos todos iguais.

Qual a diferença da equipe atual para a seleção ganesa da Copa de 2006?
A diferença é o momento. Há quatro anos, a Itália foi campeã. Agora, foi embora na primeira fase. A nossa equipe não tem grande diferença. Tudo é questão de momento. A Copa Africana, em Angola, também foi importante para nós. Ninguém acreditava na nossa equipe e chegamos à final. Mostramos que tudo é possível. Mesmo que sua equipe não esteja entre as favoritas no início do torneio.

Se Gana passar pelo Uruguai poderá ter o Brasil novamente pela frente.
Nós não temos medo de nenhuma equipe. Jogamos sem pressão agora. Africanos e sul-americanos têm estilos parecidos, mas eles são mais técnicos do que nós. Mas estamos prontos. Nossa equipe é muito unida e nós jogamos uns pelos outros. Mas agora pensamos somente no Uruguai. É uma equipe com um ataque bem forte e precisamos ter cuidado.
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Uruguai se prepara para enfrentar mais uma sensação africana na Copa



Pela segunda Copa seguida, o Uruguai se depara com seleções africanas que são os times da moda nos Mundiais. Na primeira fase de 2002, no Japão e na Coreia do Sul, a Celeste empatou por 3 a 3 com a equipe de Senegal. Na África do Sul, além de vencerem os Bafana Bafana por 3 a 0 na fase de grupos, os uruguaios agora se preparam para encarar, nas quartas de final, a seleção de Gana, única africana ainda viva na competição.

- O futebol e as características dos países são sempre diferentes. Uns são mais físicos, outros mais técnicos, uns jogam melhor por cima, outros por baixo. O futebol dos africanos é muito forte, mas são dinâmicos também, combina essas características – avaliou o meia Alvaro Pereira, autor do terceiro gol na vitória sobre a África do Sul.

- A África está na mesma situação que o Uruguai. Eles têm um futebol que cresceu muitíssimo nos últimos anos e estão conseguindo coisas importantes como chegar às quartas de final da Copa. Acho que as expectativas deles são as mesmas que as nossas para este jogo – opinou o atacante Cavani, único titular do ataque uruguaio que ainda não marcou nesta Copa.

Sexta-feira, no estádio Soccer City, em Joanesburgo, a grande maioria dos torcedores estará empurrando os ganeses rumo à presença inédita de uma equipe africana em semifinais de Copa.

- Acho que é lindo podermos jogar contra equipas africanas. Esperamos fazer nosso melhor jogo e passar às semifinais. Somos visitantes mais uma vez, estamos acostumados. Mas acho que até jogamos melhor assim e esperamos que agora não seja exceção. Sexta-feira veremos quem será o melhor, porque o melhor é sempre quem ganha – disse o lateral-esquerdo Fucile.
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Recurso de Gana é rejeitado pela Fifa, e Ayew não encara o Uruguai


A Fifa rejeitou um recurso da federação de Gana, que pedia o cancelamento do cartão amarelo recebido pelo meia Andre Ayew, na partida do sábado passado, quando a seleção africana venceu os Estados Unidos por 2 a 1.

Como foi a segunda advertência do jogador na Copa do Mundo, Ayew cumprirá suspensão no duelo contra o Uruguai, pelas quartas de final, na próxima sexta-feira, em Joanesburgo.

De acordo com a Fifa, o árbitro Viktor Kassai justificou o cartão a Ayew, escrevendo na súmula que o jogador cometeu falta violenta em um adversário. Por isso, manteve a decisão que o juiz tomou em campo.

Além do meia, o zagueiro Jonathan Mensah também recebeu o segundo amarelo diante dos norte-americanos e não encara o Uruguai.
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Torcedores fazem fila atrás de ingressos para Brasil x Holanda

A busca pelos últimos ingressos disponíveis para o jogo entre Brasil e Holanda, pelas quartas de final da Copa do Mundo, sexta-feira, às 11h (16h no horário da África do Sul), em Porto Elizabeth já começou. Torcedores começaram a formar fila na porta de um shopping da cidade sul-africana às 6h da manhã.

A expectativa da Fifa é que a partida entre brasileiros e holandeses seja a primeira do estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, com a lotação total de 42.286 lugares. Nos outros seis jogos que aconteceram lá, foi visto um número considerável de lugares vazios.

Os ingressos vendidos nesta terça-feira têm quatro categorias de preços que variam entre 525 rands (cerca de R$ 132) e 2.100 rands (cerca de R$ 525).

A Fifa anunciou que disponibilizará em seu site e em pontos de venda na África do Sul centenas de ingressos para as partidas das quartas de final. Brasil x Holanda e Uruguai e Gana, na próxima sexta-feira e Argentina x Alemanha e os vencedores de Paraguai x Japão e Espanha x Portugal no sábado.
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Volante alemão: 'Se quisermos ser campeões, temos de vencer qualquer um'


O caminho da Alemanha na Copa do Mundo não tem sido um dos mais fáceis. Na primeira fase, viu pela frente Gana, única seleção africana que segue no torneio. Nas oitavas, teve de passar pela Inglaterra e, agora, nas quartas de final, vai encarar nada mais, nada menos do que a Argentina de Messi, Tevez e companhia.

No entanto, os germânicos não reclamam da vida dura e acreditam que isso dará ainda mais confiança ao time.

- Se quisermos ser campeões, temos que derrotar qualquer um. Vamos dar o nosso melhor e, se vencermos a Argentina, ficaremos mais fortes – afirmou o volante Sami Khedira.

Jogador do Stuttgart, Khedira falou sobre a felicidade da vitória sobre a Inglaterra no último sábado e voltou a frisar que atua pela Alemanha com o coração. Assim como vários jogadores da equipe, entre eles nomes como Klose (Polônia), Özil (Turquia) e Cacau (Brasil), o volante não é 100% germânico: seu pai é tunisiano.

- Estou muito feliz pelas mensagens de apoio da Alemanha. E acho que isso é uma prova do nosso comprometimento. Existia um certo pessimismo antes da Copa. Perguntavam se nos sentíamos como alemães. Se gostávamos de jogar pela seleção. E falo não por mim, todos estamos aqui de coração e com prazer.
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Del Bosque diz que derrota para Suíça só serviu para deixar time angustiado


Aquela história de “derrota boa para que o time colocasse os pés no chão” é pura conversa fiada para o técnico da Espanha, Vicente Del Bosque. Campeã europeia em 2008, a Fúria chegou à África do Sul, para a disputa da Copa do Mundo, com status de super favorita. Mas na estreia, contra a Suíça, a surpresa: derrota por 1 a 0.

Depois, a Espanha venceu Honduras, Chile e avançou às oitavas de final. Mas não porque tenha descido à terra após a derrota para os suíços. Segundo o treinador, aquela derrota deixou a equipe apavorada. Essa foi a análise do comandante espanhol quando lhe perguntaram se a derrota no primeiro jogo havia servido para acordar o time.

- Não existe nenhum lado bom em perder. Essa derrota foi um golpe duríssimo, nos deixou numa angústia enorme, causou um grande transtorno - afirmou Del Bosque.

O técnico espanhol disse que teve de passar os dias seguintes ao tropeço trabalhando o aspecto psicológico de sua equipe. Ele acha que a Espanha chegou à Copa do Mundo bastante pressionada pelo título da Eurocopa.

- Essa derrota só serviu para aumentar a carga sobre a equipe. Repito: perder nunca é bom. Em nenhuma circunstância. Mas isso já passou. Agora temos um jogo importantíssimo contra Portugal e estamos bem preparados – concluiu.

Espanha e Portugal se enfrentam nesta terça-feira, às 15h30m, horário de Brasília (20h30m no horário da África do Sul), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, na Cidade do Cabo.
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Zagueiro da Alemanha rasga elogios a Maradona: 'Maior de todos os tempos'


Não é só entre argentinos que Diego Maradona goza de devoção. El Pibe conta com milhões de fãs espalhados pelo mundo, e um deles em especial estará no time rival sábado, no duelo de quartas de final da Copa do Mundo. Trata-se do zagueiro alemão Arne Friedrich, que em entrevista ao site da Federação Alemã não escondeu o tamanho de sua admiração pelo comandante argentino.

- Ele (Maradona) é uma grande atração, uma verdadeira estrela. Como jogador e agora como técnico, ele é insuperável. Para mim, foi o maior jogador de todos os tempos e vai continuar a ser sempre. Apesar disso, é claro que é muito bom medir forças indiretamente com ele. E seria ainda mais bonito se conseguíssemos derrotar o time dele - disse Friedrich.

O zagueiro admite que a Argentina tem melhores valores individuais que os alemães, mas vê sua equipe capaz de vencer, apesar de rotulá-la de zebra.

- A Argentina é a favorita. Na comparação homem a homem, eles têm jogadores melhores, grandes valores individuais como Messi, Tevez, entre outros. Mas temos de achar um time capaz de soluções criativas. Estamos fechados enquanto equipe e mostramos até agora que podemos encarar qualquer rival - finalizou.

Alemanha e Argentina se enfrentam às 15h30m deste sábado, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo.
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Seleção brasileira só pega Argentina, Alemanha ou Inglaterra numa final





25/06/2010 19h09 - Atualizado em 25/06/2010 19h35
Seleção brasileira só pega Argentina, Alemanha ou Inglaterra numa final
Clássicos como Alemanha x Inglaterra e Espanha x Portugal prometem esquentar as oitavas. Brasil x Chile acirrará uma velha rivalidade

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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Se o empate por 0 a 0 da seleção brasileira com Portugal ficou longe de ser empolgante, esse e outros resultados desta sexta-feira asseguraram aos comandados de Dunga um caminho bem mais tranquilo para chegar à tão sonhada final e conquistar o hexa mundial. Isso porque, com o primeiro lugar garantido no Grupo G, o Brasil fugiu do grupo da morte no mata-mata, que terá do outro lado Alemanha, Inglaterra e Argentina, três campeões mundiais. O encontro com um desses três, se houver, será só na final. De quebra, com a vitória da Espanha sobre o Chile por 2 a 1, driblou também o confronto com a Fúria logo nas oitavas - os temidos adversários, com a primeira colocação no Grupo H, rumaram também para o cruzamento mais difícíl.
O empate de 0 a 0 entre Suíça e Honduras bateu o martelo: o Chile será o próximo confronto brasuca, repetindo as oitavas de 1998, na França - em que derrotamos os sul-americanos por 4 a 1. A velha rivalidade continental promete esquentar ainda mais as oitavas, que terá clássicos europeus como Alemanha x Inglaterra e Espanha x Portugal.

Laranja e Celeste no caminho

Uma vitória brasileira sobre os chilenos de Valdivia & Cia, nesta segunda-feira, às 15h30, em Joanesburgo, levará o país às quartas para enfrentar aquele que pode ser o principal adversário neste caminho até as finais para o hexa: a rival de grandes jogos, a Holanda. Mas a Laranja terá de superar também a Eslováquia, uma das zebras deste Mundial, que eliminou simplesmente a atual campeã, a Itália. O duelo entre holandeses e eslovavos será também na segunda-feira, às 11h, em Durban. Se repetir as vitórias sobre a Laranja em 1994, também nas quartas, e em 1998, nas semis, o Brasil pode encarar um velho conhecido, bicampeão mundial: o Uruguai, primeiro colocado do Grupo A.

A Celeste Olímpica, algoz na final do Mundial de 1950, quando foi bicampeã mundial com o triunfo de 2 a 1 sobre a seleção brasileira de Zizinho e Ademir de Menezes em pleno Maracanã com 200 mil pessoas, terá um caminho mais "desconhecido". Que começa neste sábado, contra a surpreendente Coreia do Sul, segunda colocada do Grupo B, às 11h, em Porto Elizabeth. Um resultado bom de Forlán & Cia. conduzirá os sul-americanos às quartas contra uma de duas outras surpresas: o vencedor de Estados Unidos, primeiro lugar do Grupo C, que tinha a Inglaterra, e Gana, segundo do D, da temida Alemanha. Esse jogo será também neste sábado, às 15h30, em Rustemburgo.
'Patrícios' no 'grupo da morte'

Uma derrota nesta sexta-feira para Portugal teria tornado o caminho brasileiro para o hexa, teoricamente, mais difícil. Isso porque perderia a liderança do Grupo G para os portugueses, e aí os papéis ficariam invertidos. Enfrentaria o primeiro colocado do Grupo H, a Espanha. A missão acabou ficando para os "patrícios", que caíram no "grupo da morte".

Não nas quartas. O vencedor de Espanha x Portugal, terça-feira, às 15h30, na Cidade do Cabo, vai bater de frente contra o vitorioso de Paraguai (1º do F) x Japão (2º do E), também na terça, às 11h, em Pretória. Duas seleções que surpreenderam, principalmente a nipônica. Nada, no entanto, que se compare ao próximo adversário, nas semifinais.

Clássicos para 'hermanos'

Esse outro cruzamento, sim, é o mais difícil do Mundial na África do Sul. De um lado, a Argentina, considerada uma das favoritas e com 100% de aproveitamento que lhe deu a liderança do Grupo B e o confronto com o México, segundo do A. O vencedor do confronto neste domingo, às 15h30, em Joanesburgo, pegará o felizardo do clássico que promete ser o mais quente das oitavas: Alemanha (1ª do D) x Inglaterra (2ª do C), no mesmo dia, só que às 11h, em Bloemfontein. O que significa para os argentinos uma caminhada longa e trabalhosa para sonhar com o título. Derrotando os mexicanos, enfrentarão alemães ou ingleses nas quartas. E outro triunfo pode fazê-los encarar espanhóis ou portugueses. Para uma sonhada decisão sul-americana, com os brasileiros...
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A Federação Francesa de Futebol (FFF) quer virar a página da crise dos Bleus após a eliminação precoce na Copa do Mundo. De acordo com o jornal “L’Eq


A possível interferência de políticos no futebol francês ligou o alerta da Fifa. Após a eliminação precoce na Copa do Mundo, a ministra do Esporte do país, Roselyne Bachelot, afirmou que a saída do presidente da Federação, Jean-Pierre Escalette, de seu cargo por conta própria era “inevitável”. No entanto, a intenção de forçar a atitude do dirigente seria errada, segundo o secretário-geral da entidade, Jerome Valcke.

- Ninguém pode exigir que uma pessoa renuncie. Queremos evitar uma situação difícil. Dei informações à equipe da ministra do Esporte sobre como o sistema funciona e acredito que tudo está correndo de forma correta. A FFF tem o respaldo da Fifa. Não estamos preocupados, mas estamos prestando atenção – afirmou Valcke.

O secretário-geral da Fifa, Jèromê Valcke, revelou neste sábado, em entrevista coletiva no Soccer City, em Joanesburgo, que entrou em contato com o gabinete da Ministra dos Esportes da França, Roselyne Bachelot, para alertá-lo sobre a interferência do governo na FFF (Federação Francesa de Futebol).

- Falei com o gabinete do Ministro dos Esportes para ter cuidado. Política não pode interferir no futebol. Eles podem discutir, conversar, mas não interferir. Estamos atento ao problema – disse o secretário-geral da Fifa.

Após a eliminação francesa na Copa do Mundo da África do Sul, somada às várias polêmicas internas que aconteceram durante o torneio, o governo francês exigiu medidas da FFF. O atacante Thierry Henry chegou a se reunir com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, na última quinta-feira para tentar resolver a crise. No dia anterior Sarkozy exigiu responsabilidades pelo desastre da França na Copa da África do Sul, deu ordem a seus ministros para que impeçam os jogadores de receber qualquer prêmio em dinheiro e anunciou um projeto de renovação do futebol no país. Ele se reuniu com o primeiro-ministro, François Fillon, com a ministra dos Esportes, Roselyne Bachelot, e com a secretária de Estado para Esportes, Rama Yade, para "fazer um balanço da infeliz participação da seleção francesa" no Mundial.

Ontem, a Assembleia francesa convocou a Ministra dos Esportes, Roselyne Bachelot, e o presidente da FFF, Jean-Pierre Escalettes para, na próxima semana, dar explicações sobre a crise do futebol francês.

A interferência política no futebol não é permitida pela Fifa. Em 2009, a entidade suspendeu a seleção e os clubes do Iraque de competições internacionais depois que considerou incompreensível a dissolução da Federação Iraquiana de Futebol pelo Comitê Olímpico do país.

Em 2008, uma ordem ministerial para que todos as federações esportivas não-olímpicas na Espanha realizassem eleições antes dos Jogos de Pequim quase tirou a seleção do país e seus clubes de competições internacionais.
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