domingo, 4 de julho de 2010

Na filial do maior clube holandês, torcida era pelo Brasil na Cidade do Cabo


A influência holandesa está em quase todos os lugares da Cidade do Cabo, que na terça-feira recebe a semifinal entre Holanda e Uruguai. Até o maior clube local tem um pedaço do país que iniciou a colonização da região: Ajax Cape Town, controlado pelo poderoso Ajax de Amsterdã. Mas os gigantes da Europa não controlam o coração da filial. Supervisor da equipe, o português Luis Faria queria ver outra seleção no Green Point: o Brasil, que perdeu para a Laranja Mecânica nas quartas de final.

O time de Dunga não atuou nenhuma vez na Cidade do Cabo. A equipe disputou três jogos em Joanesburgo (Coreia do Norte, Costa do Marfim e Chile), uma em Durban (Portugal) e outra em Porto Elizabeth (Holanda). A derrota nas quartas mandou os brasileiros mais cedo para casa.

- Sinceramente, eu gosto mais do Brasil. Eu preferiria que o Brasil vencesse a Holanda. Sou português e sempre tive a seleção brasileira no meu coração. Mas não aconteceu... Para mim não faz diferença a Holanda ganhar ou não – afirmou Luis.


Ajax da Cidade do Cabo (Foto: Divulgação)O supervisor nasceu na Ilha da Madeira e chegou à África do Sul há 41 anos. Muito depois, claro, que o navegador português Bartolomeu Dias, o primeiro a dobrar o Cabo da Boa Esperança em 1488. Os lusitanos usavam o local apenas como parada para as viagens para as Índias. Os primeiros a parar e iniciar a construção de uma cidade foram os holandeses, liderados pelo Jan van Riebeeck, a partir de 1652.

Considerado um herói, Jan van Riebeeck é nome de rua e tem uma estátua em sua homenagem na Cidade do Cabo. Os holandeses deixaram forte influência cultural na África do Sul e deram origem à população africâner, que conta com idioma próprio, originário do holandês. Diariamente, várias camisas da Laranja são vistas pela cidade, assim como bandeiras da Holanda nas janelas.

- A influência holandesa é grande, claro. Mas percebo que pelo menos 80% das pessoas na Cidade do Cabo queriam ver o Brasil. A seleção brasileira é a preferida dos sul-africanos. O Brasil joga um futebol alegre, bonito. A Holanda joga bem, mas não como o Brasil – disse o supervisor do Ajax.


Ajax Amsterdan e Ajax da Cidade do Cabo
(Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)Criado em 1998 após a fusão do Seven Stars Football Club e do Cape Town Spurs Football Club, o Ajax Cape Town tem 51% das ações controladas pelo xará holandês. Os 49% restantes são da família Comitiz. Os dois jogadores mais famosos da África do Sul surgiram no clube da Cidade do Cabo e depois foram o Ajax de Amsterdã: Benni McCarthy e Steven Pienaar.

A parceria entre as duas equipes começou por causa da negociação de McCarthy, maior artilheiro da história dos Bafana Bafana e que foi cortado por Carlos Alberto Parreira antes da Copa do Mundo. Após a transferência do atacante para a Holanda, o Ajax resolveu ter seu próprio clube no país para achar novos craques.

A cidade tem mais dois times com inspiração estrangeira: Santos, com nome em homanagem ao Peixe de Pelé, e Vasco da Gama, que tem até o uniforme igual ao xará carioca. O português Luis trabalhou por muitos anos no Vasco, que na próxima temporada voltará à Primeira Divisão da África do Sul.

- Eles passaram um tempo na Terceira Divisão. Mas fiquei lá de 1980 até os anos 90. Depois fui para o Ajax. Continuo sócio do Vasco e gosto do clube, assim como gosto do Vasco brasileiro. São quatro times chamados Vasco no mundo: Brasil, África do Sul, Índia e Portugal – concluiu.

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