Favorita ao título, seleção alemã aposta em reforços 'estrangeiros'

A seleção alemã que está encantando a todos na Copa do Mundo da África do Sul, além de ser jovem, o time titular tem média de idade de 24,8 anos, apresenta uma outra curiosidade: dez dos 23 jogadores convocados pelo técnico Joachim Löw têm origens estrangeiras. Quase a metade. São descendentes de turcos, nigerianos, espanhois, ganeses. Há até um brasileiro: o atacante Cacau, que nasceu em Santo André, foi criado em Mogi das Cruzes, duas cidades próximas a São Paulo, e, em 2009, se tornou cidadão alemão.
Essa miscigenação é vista com bons olhos pelo técnico Joachim Löw. Os jogadores de origem alemã também rasgam elogios aos 'estrangeiros'. Para um país que passou 12 anos (entre 1933 e 1945) sob regime nazista, que tinha como uma de suas principais bandeiras a “purificação racial”, trata-se de uma reparação histórica. Três dos 23 convocados são negros: Cacau, Boateng, filho de pai ganês, e Aodo, cujo pai é nigeriano.
OS 'GRINGOS' DA ALEMANHA
Cacau Brasileiro naturalizado alemão
Aogo Filho de pai nigeriano e mãe alemã
Boateng Filho de pai ganês e mãe alemã
Khedira Pai tunisiano e mãe alemã
Özil Nascido na Alemanha, tem pais turcos
Tasci Também é filho de turcos nascido na Alemanha
Podolski Nasceu na Polônia e imigrou para a Alemanha ainda pequeno
Klose Também é imigrante polonês
Trochowski Outro imigrante polonês na seleção alemã
Matias Marin Fugiu com os pais da Bósnia durante Guerra dos Balcãs
Cacau afirma que os dois lados saíram ganhando. A Alemanha ganhou atletas mais versáteis, jogadores de habilidade e com um gingado raro entre os alemães. Já os 'gringos' aprenderam a disciplina e a concentração típicas dos europeus. Essa mistura transformou o jeito da seleção alemã.
- Eu aprendi essa parte de força, de determinação, de não desistir. Tudo isso marca muito meu jogo, juntando com a técnica e habilidade do brasileiro. Esse conjunto é o que faz de mim um atacante diferente para a seleção alemã. Isso que acaba sendo um ponto para o treinador me ver como um jogador para a seleção – disse Cacau, em entrevista recente ao GLOBOESPORTE.COM.
O capitão da seleção alemã, Philipp Lahm, afirma que, no grupo, não há distinção. Todos são alemães, independentemente de suas origens.
- Todos vieram pequenos ou nasceram na Alemanha. Eles foram criados no país e tem um grande sentimento pela Alemanha. Até mesmo o Cacau, que veio do Brasil, tem essa vontade de honrar a camisa da nossa seleção - afirmou.
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